Há mais 60 mil portugueses sem médico de família desde o início de 2019

21.05.2019

Governo garante que até ao final da atual legislatura cenário vai mudar
Desde o início deste ano que aumentou o número de portugueses sem médico de família. No final de 2018, o número rondava os 690 mil.

Em maio de 2019 já chega aos 750 mil, segundo números adiantados à TSF pelo Ministério da Saúde.

O Governo garantiu, no entanto, neste Dia Mundial do Médico de Família, que se celebrou a 19 de maio, que até ao final da atual legislatura «se irá atingir o número mais baixo de utentes sem médico de família recorrendo à contratação de jovens médicos, à contratação de médicos reformados e à abertura de mais Unidades de Saúde Familiar».

Sobre o recente aumento de utentes sem médico de família fonte da saúde adiantou à TSF que pode estar relacionado com as aposentações de clínicos e com um período de transição pois os novos médicos que chegam demoram algum tempo a «absorver» nas suas novas listas os utentes que ficaram sem médico de família.

No topo da falta de médicos de família destaque ainda para o Algarve, nomeadamente os centros de saúde do Barlavento (74,9%), e para o Alentejo Litoral (74,9%) 

Segundo a rádio, as zonas com mais carências ficam em Lisboa e Vale do Tejo onde existem menores taxas de cobertura de médicos de família, nomeadamente os agrupamentos de centros de saúde da Amadora (71,3%), Arrábida (em Setúbal, 72,3%), Sintra (75,8%) e Arco Ribeirinho (na Margem Sul, 76,9%).

No topo da falta de médicos de família destaque ainda para o Algarve, nomeadamente os centros de saúde do Barlavento (74,9%), e para o Alentejo Litoral (74,9%).

A Norte o cenário é bem mais favorável com vários agrupamentos com percentagens acima dos 99,5% de cobertura (Aveiro Norte, Alto Ave, Santo Tirso/Trofa e Póvoa do Varzim/Vila do Conde), havendo mesmo um caso, Vale do Sousa Norte, que chega aos 100% e onde todos têm médico de família.

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20 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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