Apenas um quarto dos médicos consegue conciliar carreira com vida familiar

por Teresa Mendes | 22.05.2019

Carga horária excessiva foi o principal motivo apontado
A grande maioria dos médicos que trabalha no Serviço Nacional de Saúde (73%) não consegue conciliar o trabalho com a vida familiar.

Essa percentagem desce para os 40% no caso dos clínicos que trabalham no setor privado, segundo um estudo publicado esta semana na Acta Médica Portuguesa, a revista científica da Ordem dos Médicos.

«Conciliação Trabalho-Família na Profissão Médica: Um Estudo Exploratório» é o título do trabalho liderado pelo psiquiatra Pedro Afonso, que reuniu uma amostra de 181 médicos sócios da Associação dos Médicos Católicos Portugueses.

A investigação revelou que «mais de metade dos inquiridos (56%) tinha uma carga horária superior à que considera danosa à sua conciliação trabalho-família, sendo que a grande maioria trabalhava no limite ou em excesso de carga horária».

A grande maioria dos médicos que trabalha no Serviço Nacional de Saúde (73%) não consegue conciliar o trabalho com a vida familiar

Os dados obtidos permitiram igualmente «associar maior carga horária com fazer urgências, com a idade e ser do sexo masculino».
Foi ainda observado que «maior carga horária não está associada a ter filhos ou ser casado», lê-se no estudo.

Os autores concluem que a profissão médica pelas suas características de exigência «coloca os médicos numa situação particular de risco para alcançarem uma adequada conciliação trabalho-família».

«Os resultados do nosso estudo apontam para uma insatisfação dessa conciliação, sendo que essa insatisfação é mais marcada no sector público, tendencialmente associada ao excesso de carga horária semanal», lê-se na conclusão do estudo, que pode ser lido na íntegra aqui.  

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22 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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