Ordem cria Gabinete Nacional de Apoio ao Médico

por Teresa Mendes | 24.05.2019

Para casos de burnout e violência 
Os médicos em burnout podem recorrer, a partir de hoje, dia 24 de maio, a um gabinete de apoio criado pela Ordem dos Médicos (OM).
O objetivo é receber os casos, identificar sintomas e encaminhar os profissionais para tratamento, através de protocolos com entidades publicas e privadas.

O Gabinete Nacional de Apoio ao Médico procura ainda dar resposta a casos de agressão e violência contra os médicos e traçar uma estratégia nacional de prevenção contra estes casos. 

A medida, anunciada pelo bastonário Miguel Guimarães, pretende combater a pressão crescente a que os profissionais de saúde estão sujeitos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nomeadamente o trabalho em equipas desfalcadas e em condições que não são as mais adequadas.

Cerca de 66% dos médicos com elevada exaustão emocional Os resultados de um estudo nacional sobre o burnout nos médicos, publicados na edição mais recente da Revista da Ordem dos Médicos, corroboram estas preocupações, revelando que a maioria dos profissionais no ativo se encontra no limite e precisa de ajuda.

«Cerca de 66% dos médicos portugueses relatam um nível elevado de exaustão emocional, 39% demonstram níveis elevados de despersonalização e 30% referem uma elevada diminuição da realização profissional».

Os médicos em burnout podem recorrer, a partir de hoje, dia 24 de maio, a um gabinete de apoio criado pela Ordem dos Médicos. O objetivo é receber os casos, identificar sintomas e encaminhar os profissionais para tratamento, através de protocolos com entidades publicas e privadas 

Os números mostram ainda que «quase 40% dos mais de nove mil clínicos inquiridos demonstram níveis elevados de despersonalização, que se caracteriza por atitudes de descrença ou indiferença e que está fortemente associado à síndrome de burnout».

O gabinete será coordenado pelos médicos Nídia Zózimo, João Redondo e Dalila Veiga, sendo posteriormente criada uma via de acesso direto e protegida para os médicos que necessitem de ajuda.

Numa fase inicial, os pedidos de ajuda podem ser feitos diretamente ao bastonário, que remeterá as situações ao novo gabinete.

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24 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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