Número de pessoas que morre sem cuidados paliativos pode duplicar em 2060

por Teresa Mendes | 24.05.2019

«A sociedade tem o dever de cuidar de todos»
 O número de pessoas que morre sem acesso a cuidados paliativos pode duplicar em 2060.
Segundo a projeção de uma investigação publicada na The Lancet Health, nessa altura, 48 milhões de pessoas vão morrer em sofrimento na sequência de um problema de saúde, a sua maioria (83%) em países pobres ou em desenvolvimento.

Os 48 milhões de pessoas representam quase metade (47%) do total de mortes no mundo, de acordo com as projeções feitas por investigadores do King's College London, no Reino Unido, e que incluem Bárbara Gomes, especialista em cuidados paliativos que leciona na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Em Portugal o problema pode ser mais grave, uma vez que o nosso país é já um dos mais envelhecidos do mundo, com uma população com idade avançada muito afetada por cancro e demência. 

O número de pessoas que morre sem acesso a cuidados paliativos pode duplicar em 2060. Segundo a projeção de uma investigação publicada na The Lancet Health, nessa altura, 48 milhões de pessoas vão morrer em sofrimento na sequência de um problema de saúde

Segundo o estudo, divulgado esta quarta-feira, serão os mais idosos, com mais de 70 anos, que sofrerão mais devido a doenças graves, com o cancro a contribuir, em 2060, para a morte de 16 milhões de pessoas.

Um total de seis milhões de doentes com demência morrerá, em 2060, em sofrimento, apontam as projeções.

Para os países ricos, os investigadores estimam, em termos gerais, a morte em 2060 de três milhões de pessoas com necessidades de cuidados médicos paliativos, um aumento de 57% comparativamente a 2016.

Um dos coautores do estudo, Richard Harding, citado num comunicado da The Lancet, estima que «apenas 14% das pessoas com necessidades em todo o mundo recebem efetivamente cuidados paliativos, a maioria nos países ricos».

«O aumento nos cuidados paliativos que nós identificamos terá um enorme fardo sobre os sistemas de saúde já enfraquecidos, especialmente nos países pobres ou em desenvolvimento.

Há evidências crescentes de que o investimento em serviços de cuidados paliativos além de apoiar doentes e famílias, permite retirar a pressão dos serviços hospitalares, mantendo as pessoas sem dor em casa pelo tempo que quiserem.

A sociedade tem o dever de cuidar de todos até aos últimos momentos da vida», defende o investigador.

O estudo pode ser consultado na íntegra aqui 

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24 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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