Prevenção e a gestão da doença crónica: Tutela cria grupo para agregar cuidados 

por Teresa Mendes | 31.05.2019

«Beneficiar de modo mais efetivo o cidadão»
O Ministério da Saúde criou um grupo de trabalho com o objetivo de produzir, no âmbito do SNS, orientações estratégicas para a prevenção e gestão da doença crónica e complexa.

Diogo Cruz e Válter Fonseca, em representação da Direção-Geral da Saúde, coordenam a equipa de 13 elementos, com representantes de todas as tipologias de cuidados, que tem até final de junho para apresentar um relatório.

O despacho publicado hoje no Diário da República, mas que produz efeitos a 29 de janeiro de 2019, salienta que a prevenção e a gestão da doença crónica «impõem exigências que vão para além do que é necessário em relação aos cuidados episódicos da doença aguda de curta duração, mas não deve deixar de incluir uma resposta efetiva às manifestações súbitas associadas a doença de evolução prolongada».

Considerando que as diferentes tipologias de resposta atualmente praticadas no SNS - Cuidados de Saúde Primários, Cuidados Hospitalares, Cuidados Continuados, Cuidados Paliativos e Cuidados no Domicílio - para além das suas reconhecidas particularidades, «partilham especificidades e instrumentos de ação que lhes são comuns e de natureza similar», o diploma assinala a importância de «encontrar formas de beneficiar de modo mais efetivo o cidadão e o seu percurso, em concertação estratégica, sem pôr em causa a vocação de cada tipo de resposta, e a eficiência da sua gestão particular».

«Tem faltado um plano de implementação efetivo e agregador das várias disposições existentes», reconhece a Tutela, que espera agora ver cumprido com a nomeação deste grupo de trabalho 

«Tem faltado um plano de implementação efetivo e agregador das várias disposições existentes», reconhece a Tutela, um plano que espera agora ver cumprido e que «concilie a contratualização do desempenho das unidades do SNS, a monitorização dos progressos na prevenção e gestão da doença, partilha de informação e literacia em prevenção e gestão da doença no seu conjunto e planeamento em saúde», lê-se no despacho.

É esperado ainda que a equipa identifique «as áreas e aspetos que careçam de ser legislados e regulamentados e/ou necessitem de alteração legislativa».  

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31 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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