Ministra diz ser urgente «reinscrever a preocupação com a eficiência» no SNS

por Teresa Mendes | 31.05.2019

Governo destaca progressos
A ministra da Saúde sublinhou a «urgência de reinscrever a preocupação com a produtividade e a eficiência da gestão e do trabalho» no Serviço Nacional de Saúde (SNS). «Precisamos de fazer mais e, sobretudo, precisamos de fazer melhor», afirmou esta quinta-feira no Plenário.

Numa interpelação ao Governo sobre a «Situação da Saúde em Portugal», Marta Temido disse ainda que os tempos máximos de resposta garantidos «permanecem como um dos maiores desafios ao desempenho do Serviço Nacional de Saúde», declarando que o Governo vai continuar a trabalhar com as equipas de gestão de todas as unidades para que os tempos sejam respeitados e, em especial, para que no final de 2019 nenhum utente do Serviço Nacional de Saúde tenha tempos de espera superiores a um ano.

A ministra da Saúde sublinhou a «urgência de reinscrever a preocupação com a produtividade e a eficiência da gestão e do trabalho» no Serviço Nacional de Saúde (SNS). «Precisamos de fazer mais e, sobretudo, precisamos de fazer melhor», afirmou no Plenário

Numa espécie de balanço antecipado de legislatura, a governante destacou também o progresso alcançado nos últimos anos em três áreas centrais do Serviço Nacional de Saúde: o número de profissionais de saúde, o financiamento e o acesso.

«Em menos de quatro anos, comparando dezembro de 2015 com abril de 2019, aumentámos o número de profissionais do Serviço Nacional de Saúde em 10800 efetivos», disse, referindo que há mais 1800 médicos especialistas, mais 4400 enfermeiros e mais 1000 técnicos.

Marta Temido observou que o SNS tem hoje «a maior força de trabalho de sempre» e acrescentou que os 130800 profissionais que em abril de 2019 trabalhavam no SNS «já não estão sujeitos a redução de salários e a majorações por trabalho suplementar e horas incómodas, à imposição de um horário de 40 horas semanais e ao congelamento das suas carreiras».

No que diz respeito ao financiamento, a ministra salientou que em menos de quatro anos o orçamento do Serviço Nacional de Saúde «cresceu 1400 milhões de euros». «Além disso, como parte da estratégia de reequilíbrio financeiro no setor da saúde, desde o início de 2018 já foram realizados reforços de capital e adiantamentos aos contratos-programa de mais de 1500 milhões de euros para pagamento de dívida», acrescentou.

A ministra referiu igualmente que durante o mesmo período já foram construídas de raiz ou remodeladas mais de 50 unidades de cuidados de saúde primários e remodelados 22 serviços de urgência hospitalares.

Por fim, Marta Temido realçou que «em menos de quatro anos o número de portugueses com médico de família reduziu-se em mais de 300 mil» e que, comparando dezembro de 2018 com dezembro de 2015, «foram realizadas mais 589 mil consultas médicas de saúde nos cuidados de saúde primários, mais 184 mil consultas médicas nos cuidados e hospitalares e mais 18 mil cirurgias».

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31 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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