Manifesto alerta sobre riscos para a saúde do uso de dispositivos de nicotina

por Teresa Mendes | 31.05.2019

Uso de dispositivos eletrónicos tem «efeitos adversos a curto prazo» 
 No âmbito do Dia Mundial Contra o Tabaco, que se assina hoje, onze sociedades científicas alertam, num manifesto, para os riscos para a saúde do uso de dispositivos eletrónicos para fornecimento de nicotina, realçando a sua ineficácia para deixar de fumar.

O manifesto, assinado por sociedades científicas de Pneumologia e Cirurgia torácica da Península Ibérica e da América Latina, sublinha que o «o tratamento mais eficaz e seguro para ajudar os fumadores a deixarem de fumar é o aconselhamento psicológico e a medicação de substituição de nicotina».

Segundo as 11 entidades, que citam vários estudos realizados, o uso de dispositivos eletrónicos para fornecimento de nicotina «tem efeitos adversos a curto prazo, permitindo a inalação de outras substâncias tóxicas e aditivas, como cocaína, canábis e drogas sintéticas, que podem afetar o sistema respiratório».

No âmbito do Dia Mundial Contra o Tabaco, que se assina hoje, onze sociedades científicas alertam, num manifesto, para os riscos para a saúde do uso de dispositivos eletrónicos para fornecimento de nicotina, realçando a sua ineficácia para deixar de fumar

De acordo com o documento, a inalação direta ou indireta de fumo ou aerossóis gerados por estes dispositivos «representa uma ameaça à saúde respiratória», uma vez que «todas as estruturas do sistema respiratório são organizadas para a inalação do ar limpo e oxigenado».

Também a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) já tinha defendido, esta terça-feira, num comunicado, «um maior controlo na comercialização de cigarros eletrónicos e a proibição de qualquer tipo de publicidade, incluindo publicidade encapotada nas redes sociais».
O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, denunciou a «falta de regulação sobre estes cigarros eletrónicos, que não permite saber qual a composição dos líquidos, que é diversa e muito variada».

Orlando Monteiro da Silva considera que «a população não está suficientemente alertada para os riscos dos cigarros eletrónicos, apresentados pelas tabaqueiras como sendo de menor risco que o cigarro tradicional.
O menor risco, que ainda não está sequer provado que assim seja, não significa que estes cigarros eletrónicos sejam inócuos para a saúde, muito pelo contrário.

A nicotina é inalada e os estudos científicos que existem sobre o consumo destes cigarros eletrónicos mostram que os seus consumidores têm maior probabilidade de apresentar xerostomia (boca seca), estomatite, língua pilosa ou queilite angular», alerta o responsável.

Este ano, o lema do Dia Mundial Sem Tabaco é «O tabaco e a saúde pulmonar», com o intuito de alertar para o impacto negativo que o seu consumo tem sobre a saúde do pulmão e o sistema respiratório.
Saiba mais aqui.

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31 de Maio de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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