Projeto prevê alterações na sinalética e “botões de pânico” nas unidades de saúde

por Teresa Mendes | 05.06.2019

Tutela quer diminuir casos de violência contra profissionais
O Ministério da Saúde desenvolveu, em parceria com o Ministério das Finanças, através da Secretaria de Estado da Administração e do Emprego Público, um projeto inovador para combater a violência contra os profissionais de saúde, que será alargado a vários pontos do país.

Segundo uma nota publicada no Portal do SNS, este projeto avançou enquanto piloto no Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora e no Hospital Professor Fernando da Fonseca, tendo sido «identificados profissionais capazes de mobilizar pessoas (gestores de projeto) que fizeram um diagnóstico à situação e estão a trabalhar com os profissionais de saúde para encontrar soluções inovadoras para o problema».

O grupo de participantes abrangeu, entre outros, «profissionais que já experienciaram direta ou indiretamente o problema», acrescenta o Ministério da Saúde. 

Envolvidos num processo de cocriação dinamizado pelo INA – Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas no âmbito da promoção da inovação na administração pública, estes profissionais «trabalharam ao longo de três sessões para propor soluções inovadoras para o problema, que serão agora testadas no terreno». 

Entre as soluções propostas contam-se «ações de proximidade com a comunidade, formação, alterações na sinalética, alterações de equipamentos e nos edifícios, “botões de pânico” ou campanhas de informação», informa a mesma nota à Imprensa.

Entre as soluções propostas no projeto desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado da Administração e do Emprego Público, contam-se «ações de proximidade com a comunidade, formação, alterações na sinalética, alterações de equipamentos e nos edifícios, “botões de pânico” ou campanhas de informação

A Tutela avança ainda que como resultado desta iniciativa, «três projetos foram submetidos a candidatura ao Sistema de Incentivos à Inovação na Gestão Pública (SIIGeP), prevendo-se a sua aplicação ainda este ano e a sua generalização a outros pontos do país».

Numa reunião, que decorreu no passado dia 31 de maio, a secretária de Estado, Raquel Duarte, congratulou-se com os resultados obtidos.

«Este problema preocupava-nos há algum tempo. Por isso, estamos a trabalhar no terreno com os profissionais de saúde para encontrar soluções que vão ao encontro das necessidades identificadas», disse na ocasião.

Recorde-se que a notificação de casos de violência contra os profissionais de saúde tem aumentado nos últimos anos, fruto, em parte, da maior sensibilização para a notificação.

Foram registadas 4.639 notificações desde o início do sistema até ao final do primeiro trimestre de 2019 (383 no último período).

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04 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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