Canábis medicinal: João Goulão defende mais formação para os médicos

05.06.2019

Investigação com canabinoides é «muito pouca ou inexistente»
O diretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamento Aditivos e nas Dependências (SICAD), João Goulão, defendeu esta terça-feira que os médicos devem receber formação sobre como e em que circunstâncias devem prescrever produtos à base de canábis.

Na opinião do responsável, «é fundamental» que essa formação sobre a prescrição e dispensa de formulações preparadas a partir de canábis, como está previsto na lei, «seja promovida pelo Infarmed e pela Ordem dos Médicos».

«Parecer-me-ia muito adequado que a Ordem participasse nessa formação, promovendo ações no sentido de elucidar os médicos de como e em que circunstâncias e para que indicações podem prescrever produtos de canábis», disse João Goulão à agência Lusa no final do debate «O uso médico de canabinoides», organizado pela Unidade de Psiquiatria do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

No debate, os médicos lamentaram algum desconhecimento que ainda existe sobre esta matéria e defenderam a necessidade de mais investigação, formação e informação.

Segundo o diretor-geral do SICAD, a investigação com canabinoides é «muito pouca ou inexistente» em Portugal.

Na opinião de João Goulão, «é fundamental» que essa formação sobre a prescrição e dispensa de formulações preparadas a partir de canábis, como está previsto na lei, «seja promovida pelo Infarmed e pela Ordem dos Médicos» 

«Na literatura internacional encontramos tudo para todos os gostos», disse à Lusa, comentando que «este é talvez um dos debates» onde se encontra «mais viés ocasionados por pontos de partida ideológicos diferentes».

A diretora da Unidade de Psiquiatria do IPO Lisboa, Lúcia Monteiro, explicou à Lusa que o debate surgiu das questões levantadas pelos doentes sobre o uso de produtos à base de canábis.

«Existem muitas contradições, muitos falsos mitos, mas também uma grande pressão da sociedade civil, de produtores e do poder político no sentido de promover estes produtos e de os introduzir na farmacopeia clássica», referiu Lúcia Monteiro, considerando que os psiquiatras têm «alguma resistência a sentir que a canábis é inofensiva ou que até pode ser terapêutica».

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05 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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