Médicos vão ter uma nova prova de comunicação médica

por Teresa Mendes | 06.06.2019

Protocolo assinado entre a Ordem dos Médicos e o Instituto Camões 
A Ordem dos Médicos (OM) e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P assinaram no passado dia 4 de junho, em Lisboa, um protocolo, com o objetivo de desenvolver, em articulação, uma nova prova de comunicação médica.

A prova em questão comprovará as competências específicas de comunicação médica em língua portuguesa de candidatos de nacionalidade estrangeira e a médicos que fizeram a sua formação também em língua estrangeira. 

Na sessão de assinatura do protocolo, Luís Faro Ramos, presidente do instituto Camões, agradeceu ao bastonário da OM, a «confiança depositada para assegurar a proficiência linguística dos médicos estrangeiros que queiram exercer em Portugal».

Miguel Guimarães, por seu turno, começou por enaltecer e agradecer a toda a equipa que, quer pelo lado da OM, quer do próprio Instituto Camões, desenvolveu o trabalho necessário para que se concluísse este protocolo, «uma ferramenta fundamental para que haja uma comunicação eficaz».

A Ordem dos Médicos (OM) e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P assinaram no passado dia 4 de junho, em Lisboa, um protocolo, com o objetivo de desenvolver, em articulação, uma nova prova de comunicação médica 

A Ordem dos Médicos tem, como salientou, «o dever de o garantir». 
Assumindo que têm existido queixas pontuais de doentes por falhas na compreensão de médicos estrangeiros, o bastonário congratulou-se com «a certeza» de que a associação ao Instituto Camões vai trazer fiabilidade e segurança na prova de comunicação.

«A comunicação médica vai melhorar no futuro»’, com a implementação da prova que será agora desenvolvida, reiterou. Sobre esta parceria, Miguel Guimarães enalteceu ainda os aspetos relacionados com a defesa da língua portuguesa, tema que tem promovido em diversas instâncias.

Também presente na cerimónia, a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, defendeu que sem uma boa comunicação a relação com os doentes não resulta e que é de facto «necessária uma ferramenta para avaliar a linguagem» pois é desejável que «os médicos entendam e se façam entender».

Teresa Ribeiro, secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, realçou que o protocolo assinado, além de importante para o entendimento e boa comunicação entre médico e doente, «um elemento essencial para a boa integração desses médicos».

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06 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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