«Nunca, nunca se esqueçam das pessoas!»

por Teresa Mendes | 06.06.2019

Exposição documental José Marinho Falcão (1947-2017)
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (Insa) inaugurou, dia 3 de junho, uma exposição documental relativa à obra de José Marinho Falcão, diretor do Insa entre 1999-2000, destacando a «figura incontornável da Saúde Pública e da Epidemiologia em Portugal». Com entrada livre, a mostra está patente na sede do Insa, em Lisboa, até 15 junho.

Com o mesmo mote do livro de homenagem intitulado «Nunca, nunca se esqueçam das pessoas!» - apresentado também na Reunião da Primavera da Associação Portuguesa de Epidemiologia -, a exposição, que decorre de uma iniciativa de um grupo de colegas de Marinho Falcão, encontra-se organizada em três núcleos: Instrumentos de observação e vigilância; Estudos epidemiológicos; e Publicações periódicas de observação do estado de saúde da população.


Relativamente ao primeiro núcleo, Instrumentos de observação e vigilância, o Insa salienta que no final da década de 80, Marinho Falcão deu os primeiros passos para criação da Rede Médicos-Sentinela que permanece até hoje, «produzindo informação única, nomeadamente na área da vigilância da gripe».

«Também no Inquérito Nacional de Saúde (INS) deu contributos inestimáveis para o conhecimento do estado de saúde da população a partir de dados colhidos fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), não só da população doente ou que procura cuidados de saúde, mas também na população saudável», acrescenta uma nota à Imprensa.

O Insa inaugurou, dia 3 de junho, uma exposição documental relativa à obra de José Marinho Falcão, diretor do Insa entre 1999-2000, destacando a «figura incontornável da Saúde Pública e da Epidemiologia em Portugal». Com entrada livre, a mostra está patente na sede do Insa, em Lisboa, até 15 junho

Outra área importante a que se dedicou foi à realização de estudos epidemiológicos delineados, especificamente, para responder a perguntas de investigação.

São disso exemplo, entre outros, o estudo caso-controlo sobre «Cancro gástrico e consumo de vinho tinto», a «Transmissão de sarampo associada a serviços de saúde», «Doença cerebrovascular antes dos 65 anos», «Mortalidade intra-hospitalar e ar condicionado» e «Minas de urânio e seus resíduos: efeitos na saúde da população».

Foram igualmente vastas as publicações periódicas de observação do estado de saúde da população desta «figura ímpar da Epidemiologia e da Saúde Pública em Portugal», considerando o Insa que «o seu legado para a Epidemiologia e Saúde Pública em Portugal e na Europa é inegável».

José Marinho Falcão faleceu a 14 de março de 2017. 

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06 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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