Reunião com ministra foi «mais uma mão-cheia de nada»

07.06.2019

Médicos mantêm greve para os dias 2 e 3 de julho 
No final de uma reunião de cerca de duas horas com a ministra da Saúde, Marta Temido, os sindicatos médicos lamentaram esta quinta-feira, a ausência de resultados e mantêm a greve de dois dias marcada para o início de julho.

«Foi mais uma mão-cheia de nada», disse o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha, aos jornalistas.

Uma nova reunião foi marcada para 9 de julho, que acontecerá já depois da paralisação marcada para 2 de julho pelo SIM e para 3 de julho pela Federação Nacional dos Médicos.

Roque da Cunha sublinhou que «não há razão para desconvocar a greve», acrescentando que, «tal como aconteceu nos últimos quatro anos, o processo negocial com o Ministério da Saúde foi uma mão-cheia de nada».

«Tal como aconteceu nos últimos quatro anos, o processo negocial com o Ministério da Saúde foi uma mão-cheia de nada», disse Roque da Cunha 

«Uma mão-cheia de nada ao tempo de urgência dos médicos ser utilizado para a diminuição das listas de espera nas consultas, para os médicos do INEM serem médicos do quadro, para que haja um descongelamento da carreira, para que haja uma atitude diferente perante os médicos», enumerou o dirigente sindical.

Já o dirigente da Fnam, João Proença, apelou para a «participação dos médicos nos dois de greve», lembrando que do caderno reivindicativos que se discute há quatro anos «nada foi resolvido».

Nesse mesmo dia, a ministra da Saúde disse à agência Lusa, à margem de um almoço com empresários, em Lisboa, que dificilmente será possível atingir as grelhas salariais pretendidas por um dos sindicatos médicos.

«Neste momento consideramos que é [um valor] significativo e que será dificilmente alcançável», afirmou Marta Temido. 

Já na semana passada, no plenário parlamentar, a ministra disse aos deputados que «um dos sindicatos médicos» apresentou uma proposta de tabela salarial que «começa nos 4.284 euros», considerando que o SNS não terá condições para pagar estes salários.

Contudo, a governante mostrou-se disponível para reavaliar alguns modelos remuneratórios, afirmando que «o trabalho na saúde é um trabalho particularmente exigente» e que isso tem de ter contrapartidas remuneratórias.

Sobre a greve convocada pelos sindicatos, a ministra destacou «os passos importantes» que foram dados no diálogo com os profissionais e avançou que o Ministério irá «abrir já concursos para progressão na carreira, concretamente para assistente graduado sénior e para consultor, e temos mais dois concursos em mãos para abrir ao longo deste mês».

No entanto, há um conjunto de outras reivindicações, como a redução do número de utentes por médico de família e a redução do horário normal de trabalho em serviço de urgência, que são difíceis de atender neste momento, avisou.

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07 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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