Todos os dias registam-se mais de 1 milhão de novas IST curáveis

por Teresa Mendes | 12.06.2019

«Estamos a assistir a uma falta de progresso preocupante», diz Peter Salama
Todos os dias registam-se mais de 1 milhão de novos casos de infeções sexualmente transmissíveis (IST) curáveis nas pessoas entre os 15 e os 49 anos, informou esta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde num relatório.
Isto equivale a «mais de 376 milhões de novos casos anuais de clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis».

«Estamos a assistir a uma falta de progresso preocupante no sentido de parar a transmissão de infeções sexualmente transmissíveis em todo o mundo», diz em comunicado Peter Salama, diretor executivo do Universal Health Coverage and Life-Course da OMS.

«Isto é um alerta para a necessidade de um esforço conjunto que garanta que todos, em todos os lugares, possam aceder aos serviços de que necessitam para prevenir e tratar estas doenças debilitantes», reforçou o responsável.


Publicado online no Boletim da OMS, a investigação mostra que entre homens e mulheres com idades entre os 15-49 anos, em 2016, registaram-se 127 milhões de novos casos de clamídia, 87 milhões de gonorreia, 6,3 milhões de sífilis e 156 milhões de tricomoníase .

A OMS alerta que estas IST «têm um impacto profundo na saúde de adultos e crianças em todo o mundo» e que «se não forem tratadas, podem ter consequências graves e crónicos, nomeadamente doenças neurológicas e cardiovasculares, infertilidade, gravidez ectópica, nados-mortos e aumento do risco de HIV». 

Só a sífilis causou cerca de 200.000 nados-mortos e mortes de recém-nascidos em 2016, tornando-se uma das principais causas da morte de bebés em todo o mundo.

Todos os dias registam-se mais de 1 milhão de novos casos de infeções sexualmente transmissíveis (IST) curáveis nas pessoas entre os 15 e os 49 anos, informou esta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde num relatório

«As estimativas de prevalência e incidência em 2016 são semelhantes às de 2012, globalmente e por região, mostrando que as infeções sexualmente transmissíveis são persistentemente endémicas», destacam os autores do documento publicado pela OMS, acrescentando que «os dados de prevalência e incidência desempenham um papel importante na conceção e avaliação de programas e intervenções para IST e na interpretação de mudanças na epidemiologia do VIH».

A «ameaça global» de alguns casos de infeção por gonorreia que é resistente a todos os antibióticos «mostra a importância de investir na monitorização da prevalência e incidência» destas infeções.

Além disso, argumentam, há metas para redução do número de casos de IST até 2030, pelo que, «aumentar a prevenção, fazer mais testes, tratamentos e parcerias [com outras organizações] serão medidas necessárias para atingir esses objetivos».

O estudo pode ser lido aqui.

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11 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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