Mais de mil médicos ficarão sem acesso a especialidade em 2019

por Teresa Mendes | 17.06.2019

Associação de Médicos pela Formação Especializada apela à adesão à greve
Cerca de 1200 médicos irão ficar este ano sem acesso a formação médica especializada e, se nada for feito, serão mais de 4000 os médicos sem especialidade até 2021, alerta a Associação de Médicos pela Formação Especializada (AMFE).

«Face ao panorama atual, cerca de 1200 médicos ficarão sem acesso à formação médica especializada em 2019.
Este é um valor que se encontra em crescimento desde 2015, ano em que foram criados os primeiros 114 médicos sem especialidade, e que tenderá a aumentar ano após ano, caso nada seja alterado», denuncia a AMFE num comunicado, lamentando o «preocupante desinteresse» do Ministério da Saúde (MS) apesar da «gravidade da situação».

Este impasse, com a ausência de respostas por parte da Tutela, «conduzirá a uma situação insustentável e irremediável, com a criação de mais de 4000 médicos sem especialidade até 2021», estima ainda a AMFE, lembrando o inevitável «impacto negativo na qualidade dos serviços de saúde e na saúde dos utentes do SNS».

Cerca de 1200 médicos irão ficar este ano sem acesso a formação médica especializada e até 2021, se nada for feito, serão mais de 4000 os médicos sem especialidade, alerta a Associação de Médicos pela Formação Especializada

Não sendo já possível uma solução por via parlamentar, tendo em conta o final da atual legislatura, a AMFE defende a alteração do Regime Jurídico do Internato Médico (RJIM) e a realização de um concurso extraordinário, «permitindo a inclusão na formação especializada de todos os médicos que ficaram excluídos nos concursos anteriores, sem prejuízo dos concursos “regulares”, não deixando que esta situação se agrave ainda mais e cumprindo o que foi, previamente, definido para o Orçamento de Estado de 2019».

No comunicado, disponível aqui, a Associação apela ainda a todos os médicos para que adiram à greve nacional de 2 e 3 de julho, de forma a «manifestarem publicamente o seu desagrado».

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17 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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