«Na saúde não chega fazer muito... tem que se fazer bem»

por Teresa Mendes | 19.06.2019

CNS defende o interesse público, em detrimento da cor política 
«O sistema de saúde é complexo e não pode ser objeto de intervenções pouco pensadas, sujeitas a imediatismos eleitorais ou interesses conjunturais.
Na saúde não chega fazer muito... tem que se fazer bem e defender o interesse público, que não tem cor política», defendeu a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos no encerramento da Convenção Nacional de Saúde (CNS), esta terça-feira, em Lisboa.

«O bem comum faz parte da defesa intransigente de princípios fundacionais da democracia e realiza-se na atitude de cada um de nós. Todos temos responsabilidades não apenas de identificar o que está mal, mas de apresentar soluções», reforçou Ana Paula Martins no discurso que apresentou as conclusões da CNS.

As cerca de 150 organizações de saúde alertam que Portugal tem ao nível da saúde um «sistema que não é amigo do cidadão», sublinhou ainda a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos. 

«O sistema de saúde é complexo e não pode ser objeto de intervenções pouco pensadas, sujeitas a imediatismos eleitorais ou interesses conjunturais», defendeu a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos no encerramento da Convenção Nacional de Saúde (CNS), esta terça- feira

«Os portugueses não podem ter listas de espera de anos por uma primeira consulta da especialidade ou cirurgia, não podem ter as enormes falhas de medicamentos que têm atualmente na nossa rede de farmácias, não podem esperar eternidades por tratamentos inovadores que podem fazer a diferença, não podem continuar a não ter cuidados continuados e paliativos para si e para os seus quando necessitam, que não só gera sofrimento e desesperança, mas sobrecarrega desnecessariamente as famílias e os cuidadores, exaustos e perdidos num sistema que não é amigo do cidadão», salientou a responsável.

Para Ana Paula Martins, que falou pelas cerca de 150 organizações de saúde, «gastamos energias vitais a discutir o acessório, os modelos de relacionamento entre os privados e o público, o espaço do sector de economia social, indiferentes à perplexidade e indiferença dos cidadãos perante temas que não percebem e sobretudo que nada acrescentam à sua vida quotidiana».  

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19 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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