Apifarma contra novas orientações para estudos de avaliação económica

por Teresa Mendes | 24.06.2019

Associação alerta para «forte pendor financeiro» na avaliação dos fármacos
A Apifarma está «veementemente» contra a proposta do Infarmed para alteração das Orientações Metodológicas para Estudos de Avaliação Económica de Medicamentos (OM-EAEM), alertando que esta vem complexificar os requisitos de demonstração de evidencia, «com uma clara desproporção entre os meios propostos para atingir os fins que as OM-EAEM prosseguem».

Num parecer divulgado esta sexta-feira no seu site, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, alerta para um «forte pendor financeiro (que não económico)», que «promove a criação de custos de contexto desproporcionados face à realidade».

«A proposta aumenta a carga de análises necessárias para qualquer processo, não existindo uma análise global do procedimento, dos recursos disponíveis para a avaliação e da exequibilidade de uma avaliação deste nível nos tempos de avaliação definidos legalmente», adverte a Apifarma, salientando que «o mais provável prolongamento do tempo de avaliação poderá acarretar um mais difícil acesso dos doentes às terapêuticas, colocando em causa o custo-oportunidade da própria avaliação».

A Apifarma está «veementemente» contra a proposta do Infarmed para alteração das Orientações Metodológicas para Estudos de Avaliação Económica de Medicamentos, alertando que esta vem complexificar os requisitos de demonstração de evidencia 

De acordo com aquela Associação, «a perspetiva da Sociedade é a mais abrangente e não pode ser desconsiderada, pelo que não se entende a restrição à perspetiva redutora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que ignora o impacto para o Doente e para a Sociedade».

Esta perspetiva é, aliás, «contraditória com o impacto dos medicamentos em Portugal (vide Perspetiva Holística sobre o Valor dos Medicamentos em Portugal, McKinsey & Company, 2018) e com o movimento atualmente em curso de inclusão da perspetiva dos doentes e cuidadores (Value Based Healthcare)», reforça o parecer.

A «complexificação e desproporcionalidade dos mecanismos geradores de evidência propostos face à necessidade efetiva para efeitos de avaliação económica de medicamentos», bem como «as taxas de desconto muito elevadas», são outras das cíticas apontadas no parecer que pode ser lido, na íntegra, aqui.

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24 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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