Bastonário quer obstetras do SNS a ganhar tanto quanto os do privado

por Teresa Mendes | 26.06.2019

Esta é a «solução no imediato» para resolver o encerramento das maternidades
O bastonário da Ordem dos Médicos diz-se «assustado» com falta de recursos humanos e defende que para evitar o encerramento das maternidades o Estado deve pagar aos médicos o mesmo valor oferecido pelos privados à hora durante os meses de férias.

Para Miguel Guimarães, que esteve reunido esta terça-feira com 53 diretores de serviços de Ginecologia/Obstetrícia e de Neonatologia da zona sul do país e com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, esta é a «solução no imediato» para resolver o problema do encerramento das maternidades.

«A solução no imediato é contratar médicos e ter uma política de contratação semelhante à política de contratação externa», defendeu o bastonário no final do encontro, em declarações aos jornalistas.

Segundo o dirigente, «o Estado tem condições para competir com os valores pagos à hora pelos privados aos obstetras nas férias», sendo que a «a igualdade de pagamento entre públicos e privados seria então uma medida “excecional” para “depois se resolver o problema a sério”», explicou.

«Nós não podemos ter médicos a ganhar meia dúzia de euros por hora e outros a ganhar 39, 40 ou 45 [euros]», justificou o bastonário, no final da reunião.
De acordo com Miguel Guimarães, a situação nas maternidades é «muito mais grave» do que tem sido dito. Dos 150 especialistas em ginecologia/obstetrícia em falta no país, 125 são necessários na região Sul, afirmou, acrescentando que nesta região «todas as maternidades estão com imensas dificuldades».

O bastonário da Ordem dos Médicos diz-se «assustado» com falta de recursos humanos e defende que para evitar o encerramento das maternidades o Estado deve pagar aos médicos o mesmo valor oferecido pelos privados durante os meses de férias 

No final da reunião, Luís Pisco informou que está a ser ponderado o aumento do número de médicos que vão ser colocados, jovens especialistas [através de] concurso, o aumento dos contratos que todos os hospitais fazem em determinadas épocas do ano, conforme é necessário, e ainda o pagamento ser superior, como defende o bastonário.
«Há legislação própria para isso que nós temos que ver como é que podemos aplicar», afirmou.

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26 de Junho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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