Mais de 300 mil doentes obrigados a suspender tratamento por falta de medicamentos

01.07.2019

Falha nos stocks levou um em cada cinco doentes a recorrer a nova consulta
Segundo um estudo do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar), 370 mil doentes em Portugal (5,72% dos utentes das farmácias) foram obrigados nos últimos 12 meses a suspender o tratamento por falta de medicamentos no mercado. 

De acordo com o Cefar, que pertence à Associação Nacional das Farmácias, em causa estão questões relacionadas com a indisponibilidade de fármacos registados nos últimos 12 meses com origem em laboratórios que «muitas vezes preferem vender para países onde os preços são mais elevados, armazenistas e distribuidores ou até das próprias farmácias que para reduzirem os encargos, reduzem igualmente os stocks», cita o jornal Expresso que teve acesso ao documento.

Segundo um estudo do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (Cefar), 370 mil doentes em Portugal (5,72% dos utentes das farmácias) foram obrigados nos últimos 12 meses a suspender o tratamento por falta de medicamentos no mercado 

No total, 3,4 milhões de utentes não conseguiram em algum momento comprar todos os medicamentos prescritos. A ausência de stock implicou que um em cada cinco doentes (1,4 milhões) tenha tido de recorrer a consulta com o médico para alterar o tratamento, acrescenta o estudo.

O Cefar informa ainda que o recurso às consultas suplementares para alterar a prescrição gerou custos mais elevados para o sistema de saúde e para a população. Os cálculos feitos indicam «encargos de 35,3 a 43,8 milhões de euros para o sistema e de 2,1 a 4,4 milhões de euros para os doentes».

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01 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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