Profissionais de saúde vão ter formação para garantir «evitar preconceitos»

foto de "DR" | 02.07.2019

Apresentada a estratégia de saúde para as pessoas LGBTI
Os profissionais dos hospitais e centros de saúde vão ter formação para «evitar preconceitos e garantir acesso igualitário à saúde» das pessoas LGBTI.
Esta segunda-feira foi apresentado, em Lisboa, o primeiro volume da Estratégia de Saúde para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo.

«Promoção da saúde das pessoas LGBTI» é o título da publicação que resulta de um trabalho colaborativo entre Governo, organismos de saúde, como a Direção-Geral de Saúde (DGS), e sociedade civil, representada por organizações não governamentais (ONG) de representação da comunidade LGBTI.

«Aquilo que se pretende é quebrar barreiras, quebrar estigmas», afirmou a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, na cerimónia de apresentação da estratégia, que decorreu no auditório do Infarmed, acrescentando que o objetivo do trabalho é garantir que «as pessoas trans e intersexo tenham a garantia de equidade no acesso aos cuidados de saúde».

A responsável disse ainda que a apresentação desta estratégia é «um primeiro passo para a sua implementação no terreno», que vai passar pela criação de um documento técnico, uma norma clínica orientadora para profissionais de saúde.

«Aquilo que se prevê é que se desenhe obviamente a formação, que se desenvolva um organismo regional e pontos focais a nível dos hospitais e cuidados de saúde primários garantindo que é feita formação em cascata, de modo a podermos garantir que todos os profissionais em todos os níveis têm a formação adequada para pelo menos orientar as pessoas para a resposta mais adequada para a sua situação», reforçou Raquel Duarte.

Vasco Prazeres, coordenador do Núcleo sobre Género e Equidade em Saúde da DGS, a quem coube a apresentação da estratégia, indicou que o Volume 2 seria dedicado à saúde sexual e reprodutiva das pessoas trans e intersexo.

O responsável adiantou que a equipa que elaborou a estratégia considerou «pertinente criar uma lógica de trabalho e não apenas responder a comandos legais», dando a estas matérias uma abordagem mais alargada e que permita implementar a norma orientadora que ainda está a ser produzida. 

Os profissionais dos hospitais e centros de saúde vão ter formação para «evitar preconceitos e garantir acesso igualitário à saúde» das pessoas LGBTI. Esta segunda-feira foi apresentado, em Lisboa, o primeiro volume da Estratégia de Saúde para as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo 

Promover a literacia em saúde LGBTI, melhorar a preparação dos profissionais de saúde estão entre os objetivos enunciados para a estratégia, que pretende, em termos mais concretos, por exemplo, articular e homogeneizar práticas médicas e cirúrgicas para esta população em específico, tendo em consideração as suas vulnerabilidades acrescidas e necessidades específicas, mas evitando que elas se traduzam numa barreira no acesso à saúde.

Vasco Prazeres observou que para as pessoas trans e intersexo não há uma «resposta equitativa em relação à generalidade da população» para situações iguais a toda a gente, como uma simples gripe ou um enfarte.

19tm27h
02 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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