Diferenças entre os médicos e a Tutela são cada vez mais acentuadas

por Teresa Mendes | 04.07.2019

Segundo dia de greve com adesão de 80% dos profissionais
No segundo dia consecutivo de greve nacional de médicos (convocado pela Federação Nacional dos Médicos – Fnam) a taxa de adesão dos profissionais rondou os 80%, revelando que as diferenças entre os médicos e a Tutela são cada vez mais acentuadas.

Na manifestação promovida pela Fnam, esta quarta-feira, em frente à sede do Ministério da Saúde, em Lisboa, o presidente daquele sindicato, João Proença, admitiu, em declarações à agência Lusa, já não ter grandes expectativas quanto a soluções propostas pelo atual Governo, recordando que o final da legislatura está a aproximar-se.

A esse respeito, apelou aos partidos políticos para que clarifiquem nos seus programas de Governo «o que querem dos serviços de saúde».

João Proença classificou o estado do setor como «um problema de regime», que tem que ter respostas claras que passem pelo planeamento de recursos humanos, pela melhoria de condições de trabalho e das grelhas salariais dos médicos e pela contratação de mais pessoas.

João Proença classificou o estado do setor como «um problema de regime», que tem que ter respostas claras que passem pelo planeamento de recursos humanos, pela melhoria de condições de trabalho e das grelhas salariais dos médicos e pela contratação de mais pessoas 

O líder da CGTP esteve também presente na concentração dos médicos, manifestando «solidariedade com a luta» dos profissionais.

«Além da defesa dos seus direitos e da melhoria das condições de trabalho, é uma greve e uma concentração que tem a ver com a defesa e melhoria do SNS», disse Arménio Carlos aos jornalistas.

O dirigente da CGTP afirmou ainda que «não basta o Governo dizer que defende o SNS», quando «privilegia o desvio de dinheiro do orçamento do estado para o setor financeiro privado» ao mesmo tempo que indica não ter mais dinheiro para a saúde. 

O Presidente da República questionado pelos jornalistas em Abrantes, à margem de uma visita no âmbito do projeto piloto de Vida Independente, salientou que «a greve é um direito dos portugueses, é um direito constitucional, e exercer esse direito faz parte da normalidade da democracia».

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a saúde é um tema que será «inevitavelmente importante no período eleitoral em que estamos a entrar e será sempre importante em termos de propostas a apresentar às eleições e depois das próximas legislativas de quatro anos».

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04 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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