Gastos com saúde em 2018 tiveram o maior aumento dos últimos 10 anos

por Teresa Mendes | 05.07.2019

Despesa com saúde cresceu 5,1% em 2018 face ao ano anterior
Há 10 anos que não havia uma subida tão elevada, revela a Conta Satélite do Instituto Nacional de Estatística (INE).

À semelhança dos anos anteriores, o Estado financiou cerca de dois terços desta despesa.

«Em 2018, a despesa corrente deverá então chegar aos 18.345,1 milhões de euros, um aumento de 5,1%, sendo preciso recuar a 2008 para encontrar um crescimento na despesa mais alto», lê-se no documento com dados preliminares divulgado esta quinta-feira.

Os resultados preliminares da despesa corrente em saúde de 2018 mostram ainda um aumento da despesa pública de 5,3% e privada de 4,6%.

Os gastos previstos para o ano passado com saúde atingem 9,1% do PIB, um valor que é equivalente a 1.784,8 euros per capita. E, ao contrário do que tem acontecido desde 2010, as estimativas do INE apontam para que este aumento seja superior à variação nominal do PIB.

A despesa com saúde cresceu 5,1% em 2018 face ao ano anterior. Há 10 anos que não havia uma subida tão elevada, revela a Conta Satélite do Instituto Nacional de Estatística (INE)

A despesa das famílias em saúde também cresceu 4,4% em 2018, depois de um ligeiro abrandamento registado em 2017.

«Para 2018, estima-se que o financiamento das famílias tenha crescido 4,4%», diz o relatório da Conta Satélite da Saúde do INE, acrescentando que em 2017 se tinha registado um «ligeiro abrandamento da despesa das famílias».

De 2016 para 2017, a despesa corrente em saúde das famílias aumentou nos hospitais privados e nas consultas ou exames feitos no privado, enquanto houve um decréscimo da despesa em hospitais públicos e em farmácias.

Em 2017, a despesa dos hospitais e prestadores de cuidados públicos tinha crescido 4,1%, sobretudo devido a um aumento do consumo de medicamentos, material de consumo clínico e de custos com pessoal, onde o INE inclui o «aumento do número de trabalhadores».

Mas foi ainda superior a despesa dos prestadores privados, que registou em 2017 aumentos de 5,5% no caso dos hospitais privados e de 4,4% das outras unidades privadas não hospitalares.

Face a 2016, em 2017 quase todos os principais prestadores na saúde registaram um aumento do seu peso relativo na despesa corrente, sendo as farmácias a única exceção.  

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05 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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