Portugal alcançou as três metas da ONU 90-90-90 relativas ao VIH/sida para 2020

por Teresa Mendes | 08.07.2019

Aposta na identificação dos grupos não considerados de risco
«Hoje é um dia importante. É com enorme orgulho que podemos afirmar que, 18 meses antes do fim do prazo, Portugal alcançou as três metas da ONU 90-90-90 relativas ao VIH/sida para 2020», destacou a ministra da Saúde, Marta Temido.

Na sessão de apresentação dos resultados, esta sexta-feira, em Lisboa, a governante informou que em Portugal, «92,2% das pessoas que vivem com infeção por VIH estão diagnosticadas; 90,2% das pessoas diagnosticadas encontram-se em tratamento antirretroviral; e, 93% das pessoas em tratamento apresentam carga viral indetetável».

A ministra referiu ainda a intenção de «melhorar o acesso à profilaxia pré-exposição da infeção», «a retenção em tratamento e recuperar indivíduos que abandonaram a terapêutica» e «melhorar a identificação precoce da infeção de indivíduos de grupos não considerados de risco».

Marta Temido acrescentou que Portugal precisa de «continuar a melhorar o acesso atempado ao rastreio, ao tratamento e a apoios sociais, para que ninguém fique para trás, garantindo a cobertura universal de saúde».

Casos de VIH em homens heterossexuais demoram mais de cinco anos a ser diagnosticados

Também presente na sessão, a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte, afirmou que «aumentar a literacia da população» relativa ao VIH/sida deve ser um dos principais objetivos de Portugal a curto prazo.

«Hoje é um dia importante. É com enorme orgulho que podemos afirmar que, 18 meses antes do fim do prazo, Portugal alcançou as três metas da ONU 90-90-90 relativas ao VIH/sida para 2020», destacou a ministra da Saúde

«O futuro vai exigir que trabalhemos muito mais. Temos de aumentar a literacia da população, reduzir comportamentos de risco em toda a população, temos de alargar os rastreios e chegar à população que não se considera em risco, temos de garantir uma adesão ao tratamento até ao final», declarou.

Raquel Duarte alertou também para a necessidade de começar a diagnosticar as infeções por VIH mais precocemente.
A demora média na população em geral é de 3/4 anos, mas no caso dos homens heterossexuais sobe para mais de 5anos.

«Temos de trabalhar nas populações que percebem o risco, mas também na população que não o reconhece», disse.

O discurso da ministra da Saúde está disponível na íntegra aqui.

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08 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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