Sindicatos médico rompem negociações com a Tutela

por Teresa Mendes | foto de "DR" https://www.simedicos.pt | 10.07.2019

SIM e Fnam vão «renovar o apelo à intervenção do primeiro-ministro» 
Os sindicatos médicos romperam as negociações com o Ministério da Saúde.

Num comunicado conjunto, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fnam) dizem a Marta Temido que «não estão dispostos a continuarem a dar balões de oxigénio a este Ministério». 

Esta foi uma decisão tomada após reunião, esta terça-feira, com a ministra da saúde, e depois de na semana passada terem realizado dois dias de greve nacional.

«Das mais de 30 questões que os sindicatos têm colocado à discussão, para negociação e aplicação a curto, médio e longo prazo, umas de modo imediato e a maioria de modo faseado, todas elas constantes dos pré-aviso de greve sindical, temos dificuldade em encontrar as que foram completamente resolvidas», lamentam os sindicatos, considerando que esta postura do Governo da República e do Ministério da Saúde «não é honesta».

Os sindicatos médicos romperam as negociações com o Ministério da Saúde. Num comunicado conjunto, o Sindicato Independente dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos dizem a Marta Temido que «não estão dispostos a continuarem a dar balões de oxigénio a este Ministério» 

«Esta postura desrespeita os médicos e os doentes portugueses, e os sindicatos médicos não podem continuar a pactuar com simulacros e manobras publicitárias de pré-campanha eleitoral», acrescenta a nota à Imprensa.

Entretanto, em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, informou que vão «renovar o apelo à intervenção do primeiro-ministro».

À saída da reunião, a ministra da Saúde afirmou a disponibilidade do Ministério para continuar a negociar com os sindicatos, rejeitando a ideia de que se trata de propaganda ou uma farsa.

Marta Temido disse que ainda havia «pontos em cima da mesa» para discutir e reiterou a disponibilidade para um consenso, que considerou «distinto de uma parte fazer prevalecer a sua opinião».

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10 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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