O bastonário defende que Aveiro «precisa de um Hospital novo há muito tempo»

por Teresa Mendes | 10.07.2019

Ordem dos Médicos denuncia falta de médicos e instalações deficitárias 
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, alertou esta terça-feira para a falta de médicos e para as instalações deficitárias do Hospital de Aveiro, problemas que a administração hospitalar diz estarem em vias de resolução.

«Temos deficiência de vários médicos de várias especialidades no Hospital de Aveiro. Pelas horas extraordinárias que são feitas e pelas horas feitas por médicos tarefeiros, diria que faltariam cerca de 60 médicos no Hospital», afirmou o bastonário aos jornalistas, esta terça-feira, no âmbito de um périplo que a OM está a fazer a várias unidades de saúde em todo o país para dar conhecimento dos problemas existentes à ministra da Saúde.

Miguel Guimarães disse que um dos principais problemas tem a ver com a falta de médicos para assegurar a urgência na área da Cirurgia Geral, denunciando que «às vezes não são cumpridos os mínimos».

Na ocasião, o responsável defendeu que Aveiro «precisa de um Hospital novo há muito tempo» e lançou um desafio para a criação de um movimento cívico tendo em vista este objetivo.

«Aveiro é uma cidade pujante, que tem uma grande energia, tem um capital universitário muito interessante, e as pessoas que cá trabalham e as pessoas que necessitam de cuidados de saúde deviam ter direito a novas instalações, porque é um dos grandes problemas que existe aqui», destacou.

Miguel Guimarães referiu também que ao longo da visita ouviu várias queixas dos profissionais de saúde relacionadas com as instalações e deu como exemplo o serviço de Dermatologia que «tem dois pequenos gabinetes para dois médicos e um semi-gabinete, a meio do corredor, para a enfermeira».

«Pelas horas extraordinárias que são feitas e pelas horas feitas por médicos tarefeiros, diria que faltariam cerca de 60 médicos no Hospital», afirmou Miguel Guimarães

A presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Margarida França, reconheceu a existência de alguns problemas, nomeadamente ao nível da falta de espaço, mas diz que estão a trabalhar no sentido de alargar as instalações.

«Já há trabalho feito. O estudo funcional da nova unidade de ambulatório deverá estar terminado depois do verão e, portanto, estão a ser feitos esforços para melhorar as instalações. Os profissionais de saúde e os nossos doentes merecem novas instalações, mais modernas e atualizadas», sublinhou.

Já quanto à falta de médicos, a dirigente disse que o problema tem a ver com a dificuldade em recrutar novos profissionais.

Na segunda-feira, o bastonário da OM esteve no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E).
No final da visita, Miguel Guimarães disse que iria enviar à tutela um relatório a denunciar que o hospital continua a ter «más condições de trabalho, condições que em alguns casos são indignas por exemplo na urgência». «Há falta de privacidade e de dignidade para dar às pessoas.

Em alguns serviços não é possível colocar uma maca para deitar os pacientes», reforçou Miguel Guimarães.

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10 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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