Em Portugal «reina o mais profundo silêncio» sobre o VIH/Sida

por Teresa Mendes | 12.07.2019

Conclusão do Relatório de Primavera 2019 
Internacionalmente vive-se um período de entusiasmo e mobilização em torno do objetivo definido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH/Sida (ONUSIDA): que até 2030 a Sida deixe de ser uma ameaça à saúde pública, enquanto em Portugal «reina o mais profundo silêncio sobre esta matéria», considera o Relatório de Primavera 2019.

Segundo os investigadores e académicos que elaboraram o documento, este silêncio acontece «quer a nível mediático, quer nas políticas de saúde ou no debate sobre a promoção da saúde e de prevenção de doença, quanto à ameaça que infeção VIH ainda representa (tal como outras infeções transmitidas sexualmente)». 

Segundo os investigadores e académicos que elaboraram o documento, este silêncio acontece «quer a nível mediático, quer nas políticas de saúde ou no debate sobre a promoção da saúde e de prevenção de doença, quanto à ameaça que infeção VIH ainda representa» 

Apesar do trabalho desenvolvido e com resultados claramente visíveis na progressão da epidemia no país, «Portugal continua a ser um dos países europeus com maior número de novos diagnósticos por 100 000 habitantes, tendo simultaneamente uma coorte de doentes em tratamento de volume muito superior à média europeia», lembram os autores, considerando que os números revelam «uma trajetória descendente lenta da epidemia, com alguma aparente estagnação e ligeiras flutuações nas populações diagnosticadas, de ano para ano».

Ao nível da prevenção, é destacado que «com mais de um milhar de novas infeções diagnosticadas anualmente, a prevenção permanece um desafio fundamental» e que «é reduzida a cobertura de prevenção no território nacional, quer no que concerne às populações-chave quer a que se dirige à população geral». 

Por outro lado, adverte o documento, «também se desconhece quanto se investe no país em promoção da saúde e prevenção dirigida à infeção VIH».

Em termos de diagnóstico, estima-se que em Portugal existam mais de 3000 casos por diagnosticar, «o que pode representar um dos números de casos por diagnosticar por 100 000 habitantes mais elevado entre os países da Europa Ocidental», lê-se no relatório  que destaca, por fim, que «o estigma e à discriminação continuam presentes face ao VIH».  

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12 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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