Oncologia do Hospital de Viseu está numa «situação inacreditável»

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 17.07.2019

«Nunca vi um centro oncológico assim», alerta o bastonário da OM 
 O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) apelou esta terça-feira para uma solução «imediata» para o centro oncológico do Hospital de Viseu, que segundo o responsável, está numa «situação inacreditável».

«Nunca vi um centro oncológico assim. Temos aqui uma situação muito preocupante e que tem de ser resolvida já, imediatamente, porque aqueles médicos, que são uns heróis, e os próprios doentes, que são lá tratados, não têm aquelas que são as condições mínimas para que isso aconteça», alertou Miguel Guimarães após ter visitado o Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV).

De acordo com o bastonário, há uma «série de coisas em falta» na Oncologia, a «começar logo na estrutura», que, «por ser muito pequena, não permite que as pessoas possam executar algumas medidas como, por exemplo, medidas de reanimação urgente».

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) apelou esta terça-feira para uma solução «imediata» para o centro oncológico do Hospital de Viseu, que está numa «situação inacreditável» 

“Estamos a falar de coisas sérias», reconheceu o responsável, considerando a situação como «extremamente preocupante».
Outro dos grandes focos de preocupação é o Serviço de Urgência, «um corredor com meia dúzia de salas, que nem sequer tem organização, nem condições de trabalho para as pessoas que lá estão, nem condições para os doentes que lá ocorrem».

«Precisamos neste Hospital de um serviço de urgência novo. Isto que existe atualmente não é propriamente um serviço de urgência», sublinhou o dirigente, em declarações aos jornalistas no final da visita e após ter reunido com a direção e com os profissionais clínicos.

Por fim, a terceira situação crítica, é a da Psiquiatria, que na sua opinião «tem sido, muitas vezes, esquecida», até porque funciona num departamento de um outro edifício à parte, noutra freguesia da cidade.

«Já não há lugar dentro do hospital para os serviços que cá estão e também não há lugar para a psiquiatria. Daí que as obras, de uma forma global, sejam absolutamente essenciais. E não chegam as obras do serviço de urgência.
As obras do serviço de urgência são críticas, mas este hospital precisa, seguramente, de mais remodelações em várias áreas para poder acomodar de forma confortável as várias áreas clínicas», argumentou. 

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17 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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