Varizes: Doentes operados por cirurgião vascular têm melhores resultados

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 17.07.2019

Estudo avaliou o impacto da formação específica nos resultados das cirurgias
Os doentes operados às varizes por um especialista em cirurgia vascular têm melhores resultados e uma recuperação mais rápida do que aqueles que são operados por um cirurgião geral.

A conclusão consta de um estudo de um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) que avaliou o impacto que a formação específica do médico tem nos resultados das cirurgias.

Este é um dado muito revelante, nomeadamente porque se sabe que «mais de metade das cirurgias de varizes são realizadas por médicos sem formação na especialidade», lê-se num comunicado da FMUP.

Neste estudo, coordenado por Sérgio Sampaio, docente e investigador da FMUP, foram avaliados as mais de 150 mil pessoas operadas às varizes entre 2004 e 2016, em todos os hospitais públicos portugueses.

Os doentes operados às varizes por um especialista em cirurgia vascular têm melhores resultados e uma recuperação mais rápida do que aqueles que são operados por um cirurgião geral, conclui estudo da FMUP 

Mais tarde, foram selecionados 315 doentes para responder a um conjunto de perguntas relacionadas com a satisfação e o período pós-operatório. 

«As conclusões evidenciam uma recuperação mais rápida quando o procedimento é realizado por um cirurgião vascular, já que esses mesmos pacientes faltaram menos dias ao trabalho (média de 27 dias vs. 40 do grupo geral) e levaram menos tempo a retomar a prática de atividade física (41 dias vs. 60 do grupo geral)», salienta a nota à Imprensa.

A investigação mostrou igualmente que «os pacientes intervencionados por um especialista em cirurgia vascular têm alta médica mais cedo do que os restantes, já que a taxa de hospitalização prolongada é de apenas 3%, contra os 14% no grupo operado por um cirurgião geral», destacam os investigadores, acrescentando que o estudo revelou também que «o número de doentes a necessitar de uma nova intervenção cirúrgica é maior quando o procedimento é efetuado por um cirurgião geral (13,5% vs. 8,2%)».

Por fim, e embora tenha sido demonstrada uma satisfação geral semelhante e melhoria da qualidade de vida em ambos os grupos de doentes, o estudo indicou que «os casos de insatisfação estética são mais frequentes no grupo intervencionado por um cirurgião geral, que revelaram a existência de piores cicatrizes cirúrgicas (2,8% vs. 2,1%) e um maior número de varizes residuais (2,4% vs. 1,7%)».

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17 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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