Transplante de órgãos aumentou 2% no primeiro semestre de 2019

por Teresa Mendes | foto de "DR" | 22.07.2019

Assinalado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação 
A transplantação de órgãos em Portugal aumentou no primeiro semestre do ano em cerca de 2% - o equivalente a 10 transplantes - em relação ao mesmo período de 2018, anunciou esta sexta-feira o Governo num comunicado.

Os dados foram revelados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), em comunicado, na mesma altura em que o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e a ministra da Saúde, Marta Temido, assinalavam o Dia Nacional da Doação de Órgãos e da Transplantação, numa cerimónia que decorreu na Base Aérea do Montijo.

Sobre os dados do IPST, João Gomes Cravinho relembrou que o papel das Forças Armadas, neste âmbito, é garantir o transporte de órgãos.

O ministro referiu também a colaboração intensa entre os militares, o Ministério da Saúde e os diversos hospitais do País e que «existe praticamente o mesmo número de horas de voo de vigilância e de evacuações sanitárias e de transporte de órgãos».

A transplantação de órgãos em Portugal aumentou no primeiro semestre do ano em cerca de 2% - o equivalente a 10 transplantes - em relação ao mesmo período de 2018, anunciou esta sexta-feira o Portal do Governo 

É um trabalho de «enorme delicadeza, exige rapidez e uma grande coordenação e a Força Aérea tem, aqui, um papel do qual nos orgulhamos muito e, felizmente, hoje há muitos portugueses vivos graças a esse trabalho da Força Aérea», disse ainda.

A ministra da Saúde, por sua vez, referiu-se ao percurso dos profissionais portugueses que, ao longo de cinco décadas, permitiram que Portugal seja hoje um País «que também salva vidas por conta da técnica de transplante».

Durante a visita à base área, João Gomes Cravinho e Marta Temido ouviram a explicação dos militares sobre o funcionamento das várias equipas envolvidas em missões ligadas à saúde, designadamente, as tripulações do Falcon, C-295, C-130, EH-101, Lynx, das equipas da câmara hiperbárica, e da unidade de defesa nuclear, biológica, química e radiológica.

No comunicado do IPST pode ler-se que apesar de ter havido «uma diminuição do número de dadores falecidos no global, constata-se um aumento do número de dadores em morte cerebral, com uma ligeira diminuição da média de idade do dador».

O documento explica também que, em 2018, a taxa de aproveitamento de órgãos no primeiro semestre foi de 75% e em 2019, no mesmo período, de 81%.

Também o número de transplantes renais de dador vivo aumentou cerca de 33% depois de, no primeiro semestre de 2018, ter sofrido uma diminuição de 40% face a 2017.

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22 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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