INEM: É «urgente» ter mais médicos e mais qualificados 

por Teresa Mendes | 25.07.2019

«Ministério da Saúde persiste na aposta nos prestadores de serviço», lamenta SIM
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denuncia que o número de médicos escalados pelo CODU «é manifestamente insuficiente para se poder desempenhar em condições de segurança um trabalho que é de elevada responsabilidade, exigência e pressão constante».

Num comunicado divulgado esta quarta-feira, aquela estrutura sindical alerta para a «desorganização e incapacidade de resposta, dada a falta de recursos humanos», situação esta que «tem sido recorrentemente denunciada pelos médicos do INEM», recordando que enviou há mais de três anos uma proposta para se apostar na carreira médica com um quadro de médicos altamente especializados e dedicados, mas que em resposta, «o Ministério da Saúde persiste na aposta nos prestadores de serviço, recusa a contratação coletiva e insiste na precariedade e na desresponsabilização».

«Mais de quatro horas para aceder a cuidados hospitalares urgentes do ferido com queimaduras graves do incêndio de Vila do Rei é inadmissível», concretiza o SIM, considerando que «nestas condições, a probabilidade de erro nas decisões médicas tomadas é consideravelmente mais elevado com todas as consequências que daí podem advir quer para os doentes, quer para os profissionais médicos em causa».

«É inexplicável a demora no socorro pré-hospitalar perante a gravidade deste tipo de situação, agravada com a garantia nos briefings da autoridade de proteção civil a afirmar que tudo está bem.
Podem mesmo considerar-se como pequenos milagres as dezenas de vidas salvas todos os dias, pelos médicos nestas condições de trabalho, com uma rede de suporte tão limitada», lê-se na nota à Imprensa. 

«É inexplicável a demora no socorro pré-hospitalar perante a gravidade deste tipo de situação. Podem mesmo considerar-se como pequenos milagres as dezenas de vidas salvas todos os dias, pelos médicos nestas condições de trabalho, com uma rede de suporte tão limitada», alerta o SIM

De acordo com o sindicato, esta situação é recorrente, tem sido reportada várias vezes por médicos, «mas infelizmente não se tem conseguido uma resposta de um Governo mais preocupado com inaugurações do que encontrar soluções para o País».

O SIM, que já enviou um ofício sobre o assunto para o Ministério da Saúde, termina o comunicado exigindo «responsabilidade e investimento no INEM e não foguetório e propaganda!!!»

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25 de Julho de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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