Urgências de obstetrícia de Lisboa continuam sem médicos

por Teresa Mendes | 01.08.2019

Mais de metade dos obstetras do HSM entregaram pedidos de escusa 
O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) defende o encerramento das urgências externas de Obstetrícia dos hospitais de Lisboa, alegando que o número de médicos em agosto está abaixo dos mínimos.
A situação é particularmente grave no Hospital de Santa Maria. Em resposta, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) garante que tudo está a correr «de forma tranquila».

«É positivo o balanço que a ARSLVT faz do atendimento às grávidas que em julho recorreram às urgências de Ginecologia e Obstetrícia de Lisboa», diz aquela ARS num comunicado, destacando a «imprescindível colaboração dos profissionais de saúde de cada uma das instituições permitiu que o funcionamento das urgências tivesse decorrido de forma tranquila».

«Estima-se que em agosto a realidade seja muito semelhante ao mês de julho», refere ainda o comunicado, acrescentando que «as direções clínicas das quatro unidades de saúde - centros hospitalares universitário de Lisboa Norte, de Lisboa Central, de Lisboa Ocidental e Hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca -, têm articulado semanalmente a necessária afetação de recursos, para que, em cada momento, se possam antecipar eventuais fragilidades decorrentes deste período».

O SIM não tem a mesma opinião e alerta, numa nota à Imprensa, que «continua a incógnita e desorganização sobre a assistência médica na urgência e emergência obstétrica na Região de Lisboa».

O Sindicato Independente dos Médicos defende o encerramento das urgências externas de Obstetrícia dos hospitais de Lisboa, alegando que o número de médicos em agosto está abaixo dos mínimos 

O Hospital de Santa Maria (HSM), por exemplo, «tem neste momento na sua escala cinco dias com apenas três médicos (dos quais apenas dois especialistas) e 14 dias com apenas quatro médicos», sublinha o sindicato, denunciando que a atual situação de carência extrema de médicos obstetras na região de Lisboa, para além outras especialidades como a Anestesiologia e Pediatria em vários hospitais, «leva a que se ultrapassem os limites mínimos de segurança aceitáveis para o tratamento das grávidas e doentes críticos que diariamente a eles recorrem».

Entretanto, mais de metade dos obstetras do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, entregaram até esta quarta-feira pedidos de escusa de responsabilidade em caso de eventuais falhas e complicações com grávidas ou bebés durante o mês de agosto, alegando que as escalas não estão completas em vários dias.

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01 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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