TSDT queixam-se de serem excluídos da contratação para o SNS

por Teresa Mendes | 06.08.2019

«Continuam a faltar centenas de técnicos superiores de diagnóstico no SNS» 
Os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) queixam-se terem sido excluídos da lista de contratação de 1424 profissionais de saúde para a generalidade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) anunciada esta segunda-feira pelo Governo.

Num comunicado, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica salienta que a lista de contratações para dar reposta a capacidade que tinha sido afetada com a passagem para as 35 horas de trabalho semanal, «abrange apenas a contratação de enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos para os hospitais e unidades locais de saúde».

«Os TSDT não estão contemplados no despacho do Ministério da Saúde que anunciou a contratação de 1.424 profissionais de saúde e o SNS não está livre de entrar em rutura», afirma o comunicado assinado pelo presidente do sindicato, Luis Dupont.

Esta exclusão, por parte do Governo, «faz-nos questionar a veracidade das afirmações do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, pois, devido à não contratação de profissionais de diagnóstico e terapêutica, manter-se-ão lacunas no SNS, as quais poderão conduzir à sua rutura», acrescenta a nota à Imprensa.

«Os TSDT não estão contemplados no despacho do Ministério da Saúde que anunciou a contratação de 1.424 profissionais de saúde e o SNS não está livre de entrar em rutura», afirma Luis Dupont 

O sindicato sublinha que «continuam a faltar centenas de técnicos superiores de diagnóstico no SNS, o que coloca em causa a prestação de cuidados de saúde e uma resposta adequada e de qualidade no que aos meios de diagnóstico e terapêutica nos serviços públicos diz respeito».

Em consequência, «recorre-se cada vez mais a prestadores privados com custos muito mais elevados para o estado e para os contribuintes», afirma ainda Luís Dupont, alertando que «muitos serviços não irão ver colmatadas as necessidades já identificadas quanto à falta de trabalhadores, sendo que só relativamente à passagem das 40 para as 35 horas não estão sequer supridas 50% dessas necessidades».

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06 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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