«Falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses», considera ANF

por Teresa Mendes | 08.08.2019

Beja é uma das cidades mais afetadas 
Mais de metade dos utentes (52,20%) deparou-se com algum tipo de indisponibilidade de medicamentos na farmácia durante o último ano. Essa percentagem que chega quase aos 70% nos distritos de Beja e Guarda (68,22% e 67,30%, respetivamente), segundo uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Avaliação em Saúde, divulgada esta quarta-feira no site da Associação Nacional de Farmácias (ANF).

«Estes números indicam que a falta de medicamentos nunca afetou tanto os portugueses», destaca o comunicado à Imprensa, acrescentando que «a indisponibilidade de medicamentos levou ainda 1,4 milhões (21,50%) de utentes a recorrer a consulta médica para alterar a prescrição», facto que «causou elevados custos quer para o sistema de saúde (35,3M€ a 43,8M€), quer para o utente (2,1M€ a 4,4M€)».

Mais de metade dos utentes (52,20%) deparou-se com algum tipo de indisponibilidade de medicamentos na farmácia durante o último ano. Essa percentagem que chega quase aos 70% nos distritos de Beja e Guarda

As regiões mais desertificadas e economicamente mais desfavorecidas do interior do país são as que registam mais ocorrências deste tipo.

A população do distrito de Beja surge no estudo como uma das mais prejudicadas, «registando o maior número de pessoas obrigadas a interromper o tratamento devido à falta de determinados fármacos: 9,30%, quase o dobro da média nacional (5,70%)». 

Os inquéritos para o relatório sobre o «Impacto da Indisponibilidade do Medicamento no Cidadão e no Sistema de Saúde», do Centro de Estudos e Avaliação em Saúde, foram realizados na primeira semana de abril deste ano e contaram com a participação de utentes de 2097 farmácias em Portugal.

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08 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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