Ordem promete actuar se directores permitirem escalas de urgência sem mínimos 

08.08.2019

«Se isso acontecer, é grave», considera o bastonário da OM 
 Em resposta ao apelo do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) para que a Ordem dos Médicos (OM) avalie disciplinarmente os responsáveis clínicos dos hospitais que elaboram escalas de urgências sem o número adequado de profissionais, o bastonário, Miguel Guimarães, diz que vai averiguar se há casos concretos em que as regras não estão a ser cumpridas.

«Se isso acontecer, é grave. Mas quero acreditar que os diretores clínicos não estarão a validar equipas que não cumprem as regras mínimas de segurança», afirmou esta quarta-feira Miguel Guimarães em declarações à agência Lusa.
O bastonário da OM adiantou que vai apurar se existem casos concretos em que as regras não estão a ser cumpridas, com o aval dos responsáveis médicos.
«Se existir matéria que ultrapasse as regras que devem ser cumpridas, a Ordem terá de atuar», reforçou.

«Se isso acontecer, é grave. Mas quero acreditar que os diretores clínicos não estarão a validar equipas que não cumprem as regras mínimas de segurança», afirmou Miguel Guimarães 

Recorde-se que o SIM, numa carta enviada ao bastonário da OM, e a que a agência Lusa teve acesso, pedia uma intervenção em relação aos responsáveis clínicos que elaboram escalas para as urgências sem as condições adequadas de segurança clínica.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, sugeriu mesmo ao bastonário que coloque a questão aos conselhos disciplinares da OM, organismos com responsabilidade de avaliar disciplinarmente os médicos e de abrir processos.

Roque da Cunha adiantou ainda que na próxima semana o próprio SIM deverá apresentar à Ordem nomes de responsáveis médicos que estão a permitir ou a elaborar «escalas de urgência ilegais», por não terem os números mínimos estabelecidos pela própria OM.

Na carta enviada ao bastonário, o sindicato dá o exemplo dos serviços de urgência de Obstetrícia e Ginecologia de alguns hospitais da zona de Lisboa, como o Centro Hospitalar Lisboa Norte ou o Fernando da Fonseca (Amadora Sintra) como casos críticos.

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08 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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