Detectados 54 casos de mutilação genital feminina nos primeiros seis meses de 2019

17.08.2019

Sistema de saúde consegue identificar e sinalizar melhor estes casos
De janeiro a junho deste ano foram detetados 54 casos de mutilação genital feminina, quase tantos como em 2018, na sequência do projeto Práticas Saudáveis, de prevenção e combate ao fenómeno, centrado nas estruturas de saúde, que arrancou em novembro passado.

O projecto, que tem a duração prevista de dois anos, está a ser dinamizado ao nível local pelas Unidades de Saúde Pública nos cinco Agrupamentos de Centros de Saúde (Aces) que abrangem as áreas com maior prevalência: Almada-Seixal, Amadora, Arco Ribeirinho (concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo), Loures-Odivelas e Sintra.

Vinte e nove profissionais de saúde destes cinco Aces frequentaram a pós-graduação em Saúde Sexual e Reprodutiva: Mutilação Genital Feminina, na Escola Superior de Saúde, do Instituto Politécnico de Setúbal, entre dezembro do ano passado e junho deste ano, e o objetivo é «garantir que cada vez mais médicos e enfermeiros sabem identificar não só casos de mulheres já mutiladas e prestar-lhes os devidos cuidados, como também prevenir novos casos».

A secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade disse à Lusa que graças a este projeto «foi já possível identificar quase tantos casos de mutilação genital feminina como em todo o ano de 2018».

«Tínhamos uma média de sinalizações no portal “Dados em Saúde” de 60 por ano. Neste momento temos já, em início de julho, 54 sinalizados, que foram identificados como sendo de mutilação genital feminina», disse Rosa Monteiro.

De janeiro a junho deste ano foram detetados 54 casos de mutilação genital feminina, quase tantos como em 2018, na sequência do projeto Práticas Saudáveis, de prevenção e combate ao fenómeno, centrado nas estruturas de saúde, que arrancou em novembro passado 

A secretária de Estado sublinhou que as 54 sinalizações feitas não são necessariamente de práticas de mutilação recentes, significando sim que há «uma maior capacidade do sistema de saúde de identificar, sinalizar e diagnosticar estes casos».

De acordo com Rosa Monteiro, são «mulheres de todos os grupos etários, e, na esmagadora maioria, como se tem vindo a registar, a identificação ou a prática foi realizada fora do país».  

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16 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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