Médicos têm nova norma sobre diagnóstico e prevenção da carência de vitamina D

por Teresa Mendes | 17.08.2019

Apresentados novos valores de referência «credíveis e consensuais»
 A Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Ordem dos Médicos (OM) elaboraram uma nova norma sobre as boas práticas clínicas na prevenção e tratamento da deficiência de vitamina D, na sequência do aumento do uso de suplementos contendo esta vitamina.

A norma, dirigida a todos os médicos, e publicada esta quarta-feira no site da DGS, surgiu na sequência de um aumento na utilização de medicamentos contendo vitamina D, em 2017 e 2018, tendo sido realizada uma avaliação prévia do diagnóstico e tratamento do défice de vitamina D, em Portugal, por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (Insa) e do Infarmed.

Segundo um comunicado conjunto, o Infarmed «avaliou a documentação técnica dos testes laboratoriais disponíveis em Portugal para determinação dos níveis de vitamina D no sangue, tendo-se verificado que quase 90% das análises realizadas em Portugal, num universo de mais de setecentas mil, foram efetuadas com métodos certificados, cumprindo as recomendações internacionais».

Contudo, destaca a nota à Imprensa, «a existência de discrepâncias de valores, encontradas em estudos diferentes com recurso às mesmas amostras de sangue, exigiu a definição de novos valores de referência, credíveis e consensuais entre a comunidade científica».

A norma vem definir as práticas preventivas e terapêuticas para a deficiência de vitamina D em crianças e adultos, apresentando novos valores de referência para os níveis da vitamina no sangue, «credíveis e consensuais entre a comunidade científica» 

No âmbito desta intervenção, o Infarmed analisou, ainda, as práticas promocionais por parte das empresas farmacêuticas, «tendo instaurado processos de contraordenação relativos a publicidade ilegal a medicamentos sujeitos a receita médica, contendo vitamina D», avança o comunicado.

A norma agora divulgada vem então definir as práticas preventivas e terapêuticas para a deficiência de vitamina D em crianças e adultos, apresentando novos valores de referência para os níveis da vitamina no sangue, «credíveis e consensuais entre a comunidade científica».

Segundo a DGS e a OM, «apesar de existir alguma evidência de que baixas concentrações séricas de Vitamina D se podem relacionar com várias doenças, não existe ao momento atual evidência do efeito benéfico da sua correção sobre os diferentes outcomes, pelo que não se podem fazer recomendações gerais sobre a suplementação ou rastreio da deficiência de Vitamina D». 

A norma pode ser consultada aqui.

Em paralelo, o Insa e o Infarmed propõem-se realizar um estudo epidemiológico para «caracterizar a prevalência da deficiência da vitamina D na população portuguesa».

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16 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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