Aumento das intervenções contra a malária pode evitar 4 milhões de mortes até 2030

por Teresa Mendes | 26.08.2019

Maioria das ferramentas utilizadas foi desenvolvida no século passado 
 O aumento do número das intervenções atuais contra a malária poderia impedir 2 bilhões de casos e 4 milhões de mortes até 2030, conclui o relatório do Grupo Consultivo Estratégico da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Erradicação da Malária, publicado esta sexta-feira.

O documento conclui que para isso aconteceria se essas intervenções chegassem a 90% da população dos 29 países onde acontecem 95% dos casos.

Numa nota à Imprensa, o diretor-geral da OMS disse que «libertar o mundo da malária seria uma das maiores conquistas em saúde pública».
Para Tedros Ghebreyesus, «com novas ferramentas e abordagens, essa visão pode se tornar uma realidade».

A OMS afirma ainda que a aceleração da investigação e desenvolvimento é fundamental para cumprir esse objetivo, sendo que, neste momento, «menos de 1% do financiamento nesta área da saúde vai para o desenvolvimento de ferramentas para combater a malária».

O aumento do número das intervenções actuais contra a malária poderia impedir 2 bilhões de casos e 4 milhões de mortes até 2030, conclui o relatório do Grupo Consultivo Estratégico da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Erradicação da Malária 

O presidente do Grupo Consultivo da OMS, Marcel Tanner, considerou, por seu turno, que é necessário «reforçar a motivação para encontrar estratégias e ferramentas transformadoras que podem ser adaptadas à situação local».

A investigação também alerta que a maioria das ferramentas utilizadas para combater a malária foi desenvolvida no século passado, como mosquiteiros tratados com inseticida, pulverização residual interna, testes de diagnóstico e medicamentos.

Apesar disso, novas abordagens promissoras de diagnóstico, medicamentos e inseticidas estão a ser desenvolvidas. Um dos melhores exemplos é a primeira vacina contra a malária, que já foi usada no Gana e Malauí e deve agora ser utilizada no Quénia.

Recorde-se que todos os anos, o número global de novos casos de malária ultrapassa os 200 milhões, sendo que a cada dois minutos, uma criança morre desta doença tratável.

As taxas globais de infeção e mortalidade por malária permaneceram praticamente inalteradas desde 2015.

Segundo o último Relatório Mundial da Malária da OMS, o mundo não deve cumprir as metas para 2030 estabelecidas na Estratégia Técnica Global da OMS para a malária 2016-2030. O objetivo era alcançar uma redução de 90% na incidência de casos de malária e taxa de mortalidade.

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26 de Agosto de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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