Tutela garante que IPST «está a funcionar sem constrangimentos»

02.09.2019

Ministério da Saúde traça plano para regularizar dívidas 
O Ministério da Saúde anunciou este domingo que tem traçado um plano de pagamento para reduzir os valores em dívida ao Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), que segundo o jornal Público ascendem aos 83,3 milhões de euros. Apesar da dívida, a Tutela assegura que não existem constrangimentos orçamentais ao normal funcionamento daquele Instituto.

O esclarecimento do Ministério da Saúde surge na sequência de uma notícia divulgada pelo jornal Público, segundo a qual o IPST enfrentou grandes constrangimentos ao seu regular funcionamento no ano passado, devido à dívida das entidades públicas, nomeadamente dos hospitais.

Esta situação é referida no relatório de atividades de 2018 do IPST, cujos serviços confirmaram ao Público que, a 31 de dezembro de 2018, a dívida era de 83,3 milhões de euros e que este ano, até 31 de julho, totalizava ainda 75,8 milhões de euros.

Segundo o relatório de atividades do IPST, a falta de verba é apontada como motivo para a dificuldade em cumprir o objetivo de aumentar ou manter o número de procedimentos de aférese (separação dos diversos elementos do sangue) porque houve «processos de aquisição, nomeadamente de reagentes, arrastados no tempo, aguardando fundos disponíveis».

Contactado pela agência Lusa, o Ministério da Saúde afirmou que «está a acompanhar a situação identificada pelo IPST» e que «já foi traçado um plano de pagamento regular das dívidas» que visa «reduzir os valores em dívida». Este plano insere-se no âmbito das relações financeiras entre os serviços e organismos do Ministério da Saúde, afirma numa resposta escrita.

De qualquer forma, o Ministério garante que «este organismo mantém a sua atividade regular, fornecendo um serviço de elevada qualidade e com garantias de segurança».

O Ministério da Saúde anunciou este domingo que tem traçado um plano de pagamento para reduzir os valores em dívida ao Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST), que segundo o jornal Público ascendem aos 83,3 milhões de euros 

«Mais se acrescenta que, em termos orçamentais, não existe qualquer constrangimento ao normal funcionamento do IPST», salienta o esclarecimento, lembrando que a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) monitoriza e acompanha estas relações financeiras.

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02 de Setembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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