Neurocirurgia é a especialidade que menos cumpre os TMRG

por Teresa Mendes | 03.09.2019

Relatório de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS
 A Neurocirurgia é a especialidade que mais dificuldade tem em cumprir os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG).
Segundo o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018, apenas menos de metade (42%) das consultas desta especialidade respeitaram os TMRG.

Esta percentagem sobe para 49,6% nas consultas de Dermato-Venerologia e para 51,2% nas de Oftalmologia. 

Em relação às especialidades que tradicionalmente têm mais dificuldades no cumprimento integral dos TMRG, o relatório destaca, no que se refere à Oftalmologia, «a realização de rastreios da retinopatia diabética que se encontram em curso e que permitem o diagnóstico precoce» desta doença.

Segundo o Relatório Anual de Acesso aos Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas relativo a 2018, apenas menos de metade (42%) das consultas de Neurocirurgia respeitaram os TMRG

No caso da Dermato-Venerologia, o documento evidencia «o processo que se encontra em curso para alargar o denominado telerrastreio dermatológico a todas as entidades do SNS».

Em termos gerais, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), em 2018, a procura de cuidados hospitalares ao nível das consultas externas cresceu 0,9%, quando comprado com 2017, chegando ao valor mais elevado de sempre (12,1 milhões consultas).

Comparando o desempenho de 2018 com os dados de 2010, houve também um aumento de 12,1% no total de consultas externas hospitalares realizadas nas instituições do SNS, essencialmente baseado no crescimento das primeiras consultas hospitalares, que cresceram 13,2% neste período.
O relatório indica que das 12,1 milhões de consultas externas em 2018, 3,4 milhões foram primeiras consultas.

O aumento das consultas hospitalares é mais relevante nas especialidades que habitualmente têm mais procura e em relação às quais existe mais pressão para garantir a todos os utentes do SNS uma resposta adequada e em tempo útil, das quais se destacam a Pediatria, (+3,0%), a Medicina Interna (+2,3%), a Oncologia (+2,3%) e a Ortopedia (+0,7%).

As especialidades em que o número de consultas nos hospitais mais cresceu em 2018 foram as de Hematologia clínica (+3,2%), Ginecologia (+3,1%), Neurologia (+2,7%) e Cardiologia (+2,3%).

Ao contrário, as especialidades em que mais baixaram as consultas hospitalares realizadas foram as de Obstetrícia (-3,6%), Estomatologia (-1,5%) e Imunoalergologia (-1,2%).

Segundo o relatório, em 2018 realizou-se o número mais elevado de sempre de consultas externas na área da oncologia (504.874), ultrapassando-se pela primeira vez o meio milhão de consultas de oncologia realizadas no SNS, um crescimento de 2,3% em relação a 2017 e de 29,1% em relação a 2010.

No ano passado, nos centros de saúde, o número total de consultas médicas realizadas ultrapassou os 31 milhões (31.184.326 consultas), um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior.

Todas as informações podem ser consultadas aqui.

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03 de Setembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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