Hospitais têm três meses para apresentar plano de humanização dos cuidados

foto de "dR" | 05.09.2019

«Saibamos todos inconformarmo-nos», apelou a ministra da Saúde 
Os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm um prazo de três meses para definir um plano de ação para implementar projetos dedicados à humanização dos cuidados prestados.
A medida foi anunciada esta quarta-feira pela ministra da Saúde, na sessão «Compromisso para a Humanização Hospitalar», em Vila Nova de Gaia.

«No prazo de três meses, repito, três meses, as instituições aderentes ao Compromisso para a Humanização Hospitalar terão de definir um plano de ação com medidas concretas que devem abranger a globalidade dos serviços e profissionais de saúde, assim como identificar os prazos para a sua implementação», disse Marta Temido.

Recorde-se que este programa foi desenvolvido pelo Grupo de Trabalho para a Humanização Hospitalar, que foi criado pela Coordenação para a Reforma do Serviço Nacional Saúde (SNS) na Área dos Cuidados de Saúde Hospitalares.

A criação de estruturas orgânicas próprias e autónomas destinadas ao projeto de humanização dos cuidados de saúde é uma das medidas em cima da mesa, bem como a da criação de condições logísticas que garantem a privacidade dos utentes nos espaços destinados à realização de meios complementares de diagnóstico, consulta externa, internamento e urgência.

A personalização do cuidar, devendo o doente ser tratado pelo nome que quer, é outro aspeto a considerar nesta estratégia, assim como a colocação de sinalética de orientação adequada e atualizada dentro do hospital e soluções técnicas/informáticas e de conforto físico que evitem filas em pé e demoradas para atendimento.

«No prazo de três meses, repito, três meses, as instituições aderentes ao Compromisso para a Humanização Hospitalar terão de definir um plano de ação com medidas concretas que devem abranger a globalidade dos serviços e profissionais de saúde, assim como identificar os prazos para a sua implementação», disse Marta Temido

Segundo o Ministério da Saúde, a implementação das medidas deverá ser feita em função da sua complexidade, estipulando-se um prazo de seis meses para medidas de baixo custo e fácil concretização; um ano para aquelas de complexidade intermédia e com custos que não requerem autorização ministerial, mas carecem de um tempo mais longo para serem concretizadas; e entre dois a três anos para adaptações de espaços físicos para assegurar a privacidade dos doentes, para refeições ou para lazer.

«Temos o dever de nos desassossegar e de não nos conformarmos porque o trabalho que temos de fazer de modernização do SNS não se compadece com um conformismo. Por isso, saibamos todos inconformarmo-nos com aquilo que não corre bem, sobretudo com aquilo que podemos fazer melhor», reforçou na ocasião Marta Temido

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05 de Setembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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