Ordem quer cheques-dentista para casos urgentes e desdentados totais

por Teresa Mendes | 06.09.2019

Apelo é feito numa carta aberta aos partidos políticos
A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) defende a atribuição de cheques-dentista a partir dos dois anos de idade e aos desdentados totais, a criação de um cheque para casos urgentes, bem como a integração da medicina dentária na medicina do trabalho.

Numa carta aberta aos partidos políticos que concorrem às eleições legislativas, divulgada hoje no seu site, a OMD apela aos deputados para contemplarem nos seus programas de governo soluções que permitam «corrigir a situação de Portugal, que exclui uma grande parte da população dos cuidados de saúde oral».

Na carta, a Ordem lembra que «70% dos portugueses têm falta de dentes e que destes 55% nada tem a substituir».

Dados do Barómetro Nacional da Saúde Oral que revelam ainda que «30% da população nunca vai ao médico dentista ou apenas vai em caso de urgência».

Sob o mote «Saúde oral é saúde geral. É qualidade de vida», a missiva da OMD considera fundamental aumentar a acessibilidade da população à medicina dentária.

A OMD defende então uma resposta integrada em termos de saúde pública ao nível preventivo, nomeadamente «através do alargamento do cheque-dentista a partir dos dois anos e aos desdentados totais, permitindo a reabilitação com próteses dentárias e a criação de um cheque-dentista “urgência” para dar resposta às situações de dor e trauma dentário».

A Ordem considera ainda que «é necessário criar benefícios fiscais no acesso a cuidados de saúde oral e próteses dentárias, e implementar mecanismos de comparticipação para consultas, tratamentos e reabilitação à semelhança do que já acontece nos Sistemas Regionais de Saúde dos Açores e da Madeira».

Numa carta aberta aos partidos políticos que concorrem às eleições legislativas, divulgada hoje no seu site, a OMD apela aos deputados para contemplarem nos seus programas de governo soluções que permitam «corrigir a situação de Portugal, que exclui uma grande parte da população dos cuidados de saúde oral»

Para assegurar a cobertura de todos os trabalhadores, é recomendada a «integração da medicina dentária na medicina do trabalho».

O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, que assina a carta aberta, lembra que «uma política que separa a saúde oral da saúde no seu todo acarreta enormes custos para os indivíduos, mas também para o Estado.

Isto numa altura em que paradoxalmente dispomos em Portugal de uma medicina dentária que atingiu um nível científico e profissional que a coloca a par das mais evoluídas do mundo».

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06 de Setembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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