ADSE vai limitar financiamento de novos medicamentos para o cancro

11.09.2019

Fármacos não financiados pelo SNS vão precisar de autorização da ADSE
A ADSE vai impor limites ao financiamento de novos medicamentos para o cancro. Numa nota enviada aos hospitais privados no final de agosto, citada pelo jornal Público, a ADSE esclarece que «só pode comparticipar medicamentos para os quais exista decisão de financiamento pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS)».

Numa clarificação às regras dos medicamentos oncológicos, o organismo presidido por Sofia Portela diz que a ADSE apenas pode autorizar o financiamento «em casos imperiosos para a saúde do doente, designadamente quando o mesmo corra risco imediato de vida ou sofrer de complicações graves».

Ainda assim, nestes casos, os prestadores de saúde têm de pedir uma “autorização prévia”, que se torna obrigatória a partir de segunda-feira, dia 16. O pedido deve ser feito a partir da plataforma ADSE Direta.

João Proença, presidente do conselho geral da ADSE, afirma que este mecanismo de autorização prévia está em linha com o que existe noutros subsistemas de saúde e em companhias de seguros.

Ao jornal Público, o economista Eugénio Rosa, vogal do conselho diretivo da ADSE, refere que a despesa com medicamentos oncológicos aumentou 27% no último ano, e afirma que, até ao momento, não havia qualquer controlo: os hospitais privados enviavam a despesa, que era depois reembolsada aos beneficiários.

A ADSE vai impor limites ao financiamento de novos medicamentos para o cancro. Numa nota enviada aos hospitais privados no final de agosto, citada pelo jornal Público, a ADSE esclarece que «só pode comparticipar medicamentos para os quais exista decisão de financiamento pelo Serviço Nacional de Saúde»

À TSF, Helena Rodrigues, dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, que integra Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, disse que foi marcada para esta quinta-feira uma reunião com o intuito de esclarecer as novas regras de pagamento de medicamentos oncológicos inovadores.

Helena Rodrigues está preocupada com o facto de a ADSE fazer depender de uma autorização prévia o pagamento de novos fármacos para o cancro. «Estamos apreensivos. Estamos a perceber e queremos esclarecer junto do Conselho Geral e de Supervisão que se realiza amanhã o que vai acontecer».

«Não tem havido, até aqui, essas limitações. Não sei como é que elas vão passar a acontecer no futuro», acrescenta a dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado.

19tm37k
11 de Setembro de 2019
1937Pub4f19tm37k

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 18.02.2020

«Governo menospreza a negociação com os sindicatos médicos»

Os sindicatos médicos saíram esta segunda-feira desiludidos da primeira reunião negocial com a tutel...

por Teresa Mendes | 18.02.2020

 Eutanásia «viola a relação médico-doente», reafirma Miguel Guimarães

A Ordem dos Médicos (OM) voltou esta segunda-feira a manifestar-se contra a prática da eutanásia, ar...

por Teresa Mendes | 18.02.2020

Criada comissão para elaborar proposta para uma Lei da Saúde Pública

O Ministério da Saúde criou uma Comissão para elaborar uma proposta de Reforma da Saúde Pública e Su...

por Teresa Mendes | 18.02.2020

USF da Alta de Lisboa e Alto dos Moinhos concluídas dentro de ano e meio

A ministra da Saúde lançou esta segunda-feira a primeira pedra das novas unidades de saúde familiar...

por Teresa Mendes | 17.02.2020

 Generalização do modelo USF? Sim, mas mantendo os critérios diferenciadore...

A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar (USF-AN) diz-se satisfeita com a intenção do pr...

por Teresa Mendes | 17.02.2020

 Utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44%

A utilização de medicamentos para o controlo da diabetes aumentou 44% entre 2009 e 2018. O consumo c...

por Teresa Mendes | 17.02.2020

1.º Congresso Internacional de Cuidados Continuados e Paliativos 

  O Centro de Estudos e Desenvolvimento de Cuidados Continuados e Paliativos (CEDCCP) da Faculdade d...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.