Nobel da Medicina para descobertas sobre resposta das células ao oxigénio

por Teresa Mendes | 08.10.2019

Prémio foi atribuído a um trio de cientistas
O Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2019 foi atribuído esta segunda-feira aos investigadores William G. Kaelin Jr., Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg L. Semenza, pelas suas descobertas sobre «a forma como as células se adaptam e reagem às diferenças de oxigénio».

Num comunicado, o Comité do Nobel do Karolinska Institutet lembra que «a importância fundamental do oxigénio é conhecida há muito tempo, mas não se conhecia a forma como as células se adaptam à disponibilidade de oxigénio».

Os três laureados descobriram «como as células se sentem e se adaptam às mudanças nos níveis de oxigénio» e a sua investigação «identificou a maquinaria molecular que regula a atividade dos genes em resposta à variação dos níveis de oxigénio», destaca o Comité do Nobel na nota à Imprensa.

O trabalho destes investigadores «abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças», destaca o Comité do Nobel 

«Estas descobertas pioneiras estabeleceram as bases para a nossa compreensão de como os níveis de oxigénio afetam o metabolismo celular e os processos fisiológicos», evidencia ainda o comunicado, acrescentando que o trabalho destes investigadores «abre caminho para o desenvolvimento de novas estratégias para combater a anemia, o cancro e muitas outras doenças».

William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em Medicina Interna e Oncologia. O seu compatriota Gregg Semenza, igualmente nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe nasceu em Lacashirem, em 1954, e é especialista em Nefrologia.

Recorde-se que os prémios Nobel nasceram da vontade do cientista e industrial sueco Alfred Nobel (1833-1896) em legar grande parte de sua fortuna a pessoas que trabalhem por «um mundo melhor». 

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08 de Outubro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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