Mais de mil milhões de pessoas têm deficiência visual ou cegueira evitáveis

por Teresa Mendes | 10.10.2019

OMS divulga o seu primeiro relatório sobre a visão no mundo
Mais de um quarto da população total mundial (pelo menos 2,2 mil milhões de pessoas) tem uma deficiência visual ou cegueira. Desses casos, mais de mil milhões poderiam ter sido prevenidos ou tratados.
Estes são dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que em vésperas do Dia Mundial da Visão, que se assinala a 10 de outubro, divulgou o seu primeiro relatório sobre problemas de visão no mundo.

De acordo com o documento, mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo vivem com deficiência visual ou cegueira porque não recebem os cuidados de saúde necessários. Exemplos disso são os casos de miopia, glaucoma e ainda as cataratas, problema que pode ser resolvido através de uma cirurgia, e que afetam 65 milhões de pessoas.

Mais de um quarto da população total mundial (pelo menos 2,2 mil milhões de pessoas) tem uma deficiência visual ou cegueira. Desses casos, mais de mil milhões poderiam ter sido prevenidos ou tratados 

A OMS estima ainda que 800 milhões de pessoas têm problemas em realizar as suas atividades diárias apenas porque não têm acesso a um par de óculos, aludindo aos casos não diagnosticados ou não apoiados de presbiopia, resultado da diminuição gradual da capacidade de visão relacionada sobretudo com a idade.

O relatório mostra ainda que há em todo o mundo quase sete milhões de pessoas com deficiência visual por glaucoma, doença que pode ser tratada com cirurgia ou até mesmo sem recurso a operação.

Nas contas feitas pelo organismo das Nações Unidas, seriam necessários 14,3 mil milhões de dólares (cerca de 13 mil milhões de euros) para resolver os atrasos no tratamento e seguimento das cerca de mil milhões de pessoas que têm deficiência visual ou cegueira evitáveis.

«As pessoas que precisam de cuidados devem poder receber intervenções de qualidade sem sofrer dificuldades financeiras. A inclusão dos cuidados com a visão nos planos nacionais de saúde e nos pacotes essenciais de cuidados é um passo importante de todos os países em direção à cobertura universal de saúde», salienta o diretor-geral da OMS Tedros Ghebreyesus, num comunicado.

Para o responsável, «é inaceitável que 65 milhões de pessoas sejam cegas ou tenham a sua visão prejudicada quando esta pode ser corrigida da noite para o dia com uma operação às cataratas, ou que mais de 800 milhões tenham dificuldades nas atividades diárias porque não têm acesso a óculos».

A OMS sublinha que o crescimento dos problemas de visão ou das deficiências visuais não está a ser igualitário, sendo maior e mais acentuado em pessoas que vivem em áreas mais rurais do globo, que são de países menos desenvolvidos, nas mulheres, em idosos e em minorias étnicas.

Por exemplo, os países menos desenvolvidos da África subsariana e do sul asiático têm taxas de cegueira que são oito vezes superiores às dos países desenvolvidos.
O relatório está disponível aqui

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09 de Outubro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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