SPO defende criação de uma «rede nacional de CSP em Oftalmologia»

10.10.2019

Fernando Falcão Reis quer «envolver os médicos que estão fora do SNS»
No Dia Mundial da Visão, que hoje se assinala, o presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) salienta que há zonas com menos de 15 mil pessoas, afastadas dos grandes centros de urbanos e sem oferta de Oftalmologia no Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou nos hospitais privados.

As «longas listas de espera» para consultas ou cirurgias no SNS são outro dos grandes problemas.
Para resolver essas situações, Fernando Falcão Reis considera que é necessário «envolver os médicos que estão fora do SNS», sobretudo na prestação de cuidados de saúde primários (CSP).

Com esse objetivo, a SPO está a criar uma rede de consultórios que pretende que tenha «efetiva cobertura nacional», não só para chegar a pontos onde não há grandes unidades privadas, mas também para incentivar consultórios independentes dos grandes grupos da hospitalização privada e de jovens especialistas.

A SPO está a criar uma rede de consultórios que pretende que tenha «efetiva cobertura nacional», não só para chegar a pontos onde não há grandes unidades privadas, mas também para incentivar consultórios independentes dos grandes grupos da hospitalização privada e de jovens especialistas

«A Associação COESO – Consultórios de Especialistas em Oftalmologia pretende criar uma rede para juntar todos os oftalmologistas que trabalham em regime de profissão liberal pura.

A ideia é criar uma rede de consultórios independentes dos hospitais privados. E agregar os pequenos consultórios e garantir uma cobertura nacional», explicou à Lusa o responsável.

A SPO quer, por isso, estabelecer um protocolo com o SNS para «garantir uma consulta de proximidade a toda a população portuguesa».

O acesso dos utentes do SNS a estes consultórios poderia ser feito ou através de convenções ou à semelhança do que acontece com o cheque dentista na saúde oral, admite Falcão Reis. No fundo, a ideia será «criar uma rede nacional de cuidados primários em Oftalmologia» e a SPO considera que o Estado poderia até poupar custos.

«Os custos com deslocações são um fardo para doentes e também têm um grande encargo para o Estado e ultrapassam muitas vezes o custo previsível de uma consulta (…). Grande parte dos doentes que vive em centros urbanos de 10 a 15 mil pessoas não tem hospitais e muitos não têm acesso a transporte.

Não sairá certamente mais caro pagar uma consulta no local do que subsidiar o transporte para um centro hospital», argumenta o médico. Esta rede de consultórios, se vier a ter parceria com o SNS, poderá funcionar também como uma «triagem pré-hospitalar» mais eficaz e igualmente como um seguimento após as intervenções cirúrgicas.

Além de facilitar o acesso dos utentes e diminuir os tempos e listas de espera no SNS, a Sociedade refere que será também uma forma de reduzir o recurso a «consultas» a optometristas, que muitas vezes se assumem como «especialistas em visão», deixando na população uma ideia errada das suas funções e competências.

O projeto COESO pretende ainda lançar, em janeiro, uma aplicação onde os utilizadores possam pesquisar os consultórios de Oftalmologia em todo o país.

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10 de Outubro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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