Doentes transplantados pulmonares portugueses sem acesso à reabilitação respiratória

11.10.2019

Dia Europeu da Doação de Órgãos e Transplantes assinalado a 12 de outubro
Na véspera do Dia Europeu da Doação de Órgãos e Transplantes, que se assinala amanhã, a 12 de outubro, a Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal (ATPP) alerta para a falta de acesso à reabilitação respiratória, terapêutica decisiva na recuperação pós-transplante de pulmão.

Num comunicado, os doentes denunciam que «existe uma resposta insuficiente da parte dos organismos públicos, com listas de espera longas que acarretam custos avultados a quem opta por realizar o tratamento no privado».

«A reabilitação respiratória é um tratamento recomendado no pré e no pós-transplante, mas nem todos os transplantados pulmonares têm acesso a esta terapia, principalmente após a alta hospitalar», adverte o presidente da ATPP, Manuel Francisco. 

Segundo o responsável, «as listas de espera são demasiado elevadas para quem precisa de cuidados diários a este nível e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não consegue dar uma resposta eficaz».

Dados divulgados pela ATPP indicam que em 2017 foram feitos 34 transplantes pulmonares, mais do dobro de 2015.

«Este aumento do número de transplantes, apesar de positivo, torna difícil a resposta após a alta hospitalar», refere a associação, observando que o Centro Hospitalar Lisboa Central é o único que realiza estes transplantes em Portugal.

«A reabilitação respiratória é um tratamento recomendado no pré e no pós-transplante, mas nem todos os transplantados pulmonares têm acesso a esta terapia, principalmente após a alta hospitalar», adverte o presidente da ATPP

Para o dirigente é «imprescindível» um «maior envolvimento e sensibilização da comunidade médica e dos prestadores de saúde na comunidade para esta problemática», de forma a aumentar a qualidade de vida dos transplantados pulmonares, através de uma referenciação mais eficaz para centros de reabilitação respiratória.

A associação salienta ainda que para fazer face às necessidades previsíveis seria necessário evoluir para a prestação de reabilitação respiratória na comunidade, com outros parceiros, possibilitando a prestação deste serviço em contextos alternativos mais próximos do doente, tais como centros de saúde, a comunidade ou o domicílio, com uma interação continuada entre o doente, o seu médico e as equipas de reabilitação.

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11 de Outubro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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