Bypass gástrico antes de engravidar reduz risco de defeitos congénitos major

por Teresa Mendes | 17.10.2019

Estudo publicado na revista JAMA 
As crianças nascidas de mulheres submetidas a bypass gástrico antes de engravidar tiveram um menor risco de defeitos congénitos major do que as nascidas de mulheres com obesidade severa no início da gravidez, revela um estudo de investigadores do Karolinska Institutet e da Universidade de Örebro, Suécia, publicado terça-feira na revista científica JAMA.

«Os resultados indicam que a perda de peso e uma diminuição dos valores de açúcar no sangue podem reduzir o risco de defeitos congénitos major», salienta um comunicado publicado no site do Karolinska Institutet.

Segundo a investigação, «o risco de defeitos congénitos major foi 30% menor nas crianças nascidas de mães que fizeram cirurgia de bypass gástrico do que nas nascidas de mães com obesidade severa». 

Além disso, «o risco de defeitos congénitos major foi de 3,4% em crianças nascidas de mulheres que realizaram cirurgia de bypass gástrico, valor que está alinhado com o risco de defeitos major em crianças nascidas de mulheres com peso normal (3,5%)», destaca a nota à Imprensa.

Segundo a investigação, «o risco de defeitos congénitos major foi 30% menor nas crianças nascidas de mães que fizeram cirurgia de bypass gástrico do que nas nascidas de mães com obesidade severa» 

«Este estudo mostra que a perda de peso e o controlo do açúcar no sangue na mãe podem realmente resultar num menor risco de defeitos congénitos na criança», salienta Martin Neovius, professor e investigador do Departamento de Medicina de Solna, e um dos autores principais do estudo. 

De acordo com o responsável, este achado «vem ajudar a reduzir os receios de que a cirurgia bariátrica aumenta o risco de defeitos congénitos em caso de gravidez futura, desde que, claro, se tenha em conta a toma dos suplementos nutricionais recomendados».

A investigação, intitulada «Association of Maternal Gastric Bypass Surgery With Offspring Birth Defects», pode ser lida na íntegra aqui.  

19tm42p
17 de Outubro de 2019
1942Pub5f19tm42p

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

20.02.2020

Falta de médicos é «problema antigo», diz diretor clínico do HSM

O diretor clínico do Hospital de Santa Maria (HSM), Luís Pinheiro, disse esta quarta-feira aos deput...

por Teresa Mendes | 20.02.2020

Médicos defendem o fim da tortura e negligência médica a Julian Assange

Numa carta publicada no início desta semana na revista The Lancet, um grupo de médicos de 18 países...

por Teresa Mendes | 20.02.2020

 «Farmacovigilância – partilha de responsabilidade»

 No próximo dia 5 de março, o Infarmed promove uma sessão de Manhãs Informativas dedicada ao tema «F...

por Teresa Mendes | 20.02.2020

Calendário de visitas ao património cultural do CHULC

O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) divulgou o calendário das visitas guiada...

por Teresa Mendes | 19.02.2020

Prevalência da demência em Portugal mais do que duplicará até 2050

O número de pessoas com demência em Portugal em 2050 irá atingir os 3,82% da população, o que será m...

por Teresa Mendes | 19.02.2020

 Todos os países do mundo estão a falhar proteção da saúde das crianças

Não há nenhum país do mundo que esteja a proteger de forma adequada a saúde das crianças, o seu ambi...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.