Elevados níveis de tráfego rodoviário residencial aumentam o risco de AVC
por Teresa Mendes | 05.11.2019
Estudo publicado na revista Environmental Health Perspectives
Elevados níveis de tráfego rodoviário residencial aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC), mesmo em ambientes de baixa poluição, de acordo com um estudo de investigadores do Karolinska Institutet e de outras universidades da Suécia. A investigação foi publicada esta quinta-feira na revista Environmental Health Perspectives.
O estudo sugere que «principalmente o carbono preto proveniente dos tubos de escape dos carros aumenta o risco de AVC, e não o material particulado de outras fontes».
As partículas de carbono preto ou fumo preto emitido pelos motores a gás e a diesel e fábricas a carvão já tinham sido associadas a efeitos negativos na saúde, especialmente em estudos sobre ambientes altamente poluídos.
O estudo sugere que «principalmente o carbono preto proveniente dos tubos de escape dos carros aumenta o risco de AVC, e não o material particulado de outras fontes»
Desta feira, os investigadores do Karolinska Institutet, da Universidade de Gotemburgo, da Universidade de Umeå, do Instituto Meteorológico e Hidrológico da Suécia e da unidade de análise ambiental SLB de Estocolmo, mostram que a exposição residencial a longo prazo aos gases dos tubos de escape «aumenta o risco de AVC nas cidades suecas».
«Este estudo identifica a exaustão do tráfego local como um fator de risco para o AVC, uma doença comum com grande sofrimento humano, elevada mortalidade e custos significativos para a sociedade», diz Petter Ljungman, investigador do Instituto de Medicina Ambiental do Karolinska Institutet e principal autor do estudo.
«Vemos que essas emissões têm consequências mesmo em ambientes de baixa poluição, como cidades suecas», destaca o autor citado num comunicado.
Os investigadores acompanharam quase 115.000 indivíduos saudáveis de meia-idade que moravam em Gotemburgo, Estocolmo e Umeå durante 20 anos.
Durante esse período, cerca de 3.100 pessoas sofreram um AVC.
Com a ajuda de modelos de dispersão e inventários de emissões suecos, os investigadores foram capazes de estimar quanto diferentes fontes de emissões locais, incluindo escape de tráfego, desgaste de estradas e aquecimento residencial, contribuíram para a matéria particulada e o carbono preto em endereços específicos dessas cidades.
Os autores descobriram que, «para cada 0,3 micrograma por metro cúbico (µg / m3) de carbono preto proveniente do tráfego rodoviário, o risco de AVC aumentou 4%. Associações semelhantes não foram observadas para o carbono preto emitido pelo aquecimento residencial ou para partículas em geral».
O estudo completo pode ser lido aqui.
19tm45c
04 de Novembro de 2019
1944Pub2f19tm45c
Publicada originalmente em www.univadis.pt
O estudo sugere que «principalmente o carbono preto proveniente dos tubos de escape dos carros aumenta o risco de AVC, e não o material particulado de outras fontes».
As partículas de carbono preto ou fumo preto emitido pelos motores a gás e a diesel e fábricas a carvão já tinham sido associadas a efeitos negativos na saúde, especialmente em estudos sobre ambientes altamente poluídos.
O estudo sugere que «principalmente o carbono preto proveniente dos tubos de escape dos carros aumenta o risco de AVC, e não o material particulado de outras fontes»
Desta feira, os investigadores do Karolinska Institutet, da Universidade de Gotemburgo, da Universidade de Umeå, do Instituto Meteorológico e Hidrológico da Suécia e da unidade de análise ambiental SLB de Estocolmo, mostram que a exposição residencial a longo prazo aos gases dos tubos de escape «aumenta o risco de AVC nas cidades suecas».
«Este estudo identifica a exaustão do tráfego local como um fator de risco para o AVC, uma doença comum com grande sofrimento humano, elevada mortalidade e custos significativos para a sociedade», diz Petter Ljungman, investigador do Instituto de Medicina Ambiental do Karolinska Institutet e principal autor do estudo.
«Vemos que essas emissões têm consequências mesmo em ambientes de baixa poluição, como cidades suecas», destaca o autor citado num comunicado.
Os investigadores acompanharam quase 115.000 indivíduos saudáveis de meia-idade que moravam em Gotemburgo, Estocolmo e Umeå durante 20 anos.
Durante esse período, cerca de 3.100 pessoas sofreram um AVC.
Com a ajuda de modelos de dispersão e inventários de emissões suecos, os investigadores foram capazes de estimar quanto diferentes fontes de emissões locais, incluindo escape de tráfego, desgaste de estradas e aquecimento residencial, contribuíram para a matéria particulada e o carbono preto em endereços específicos dessas cidades.
Os autores descobriram que, «para cada 0,3 micrograma por metro cúbico (µg / m3) de carbono preto proveniente do tráfego rodoviário, o risco de AVC aumentou 4%. Associações semelhantes não foram observadas para o carbono preto emitido pelo aquecimento residencial ou para partículas em geral».
O estudo completo pode ser lido aqui.
19tm45c
04 de Novembro de 2019
1944Pub2f19tm45c
Publicada originalmente em www.univadis.pt
Elevados níveis de tráfego rodoviário residencial aumentam o risco de AVC