Falta de técnicos obriga médicos a colher sangue no CHULN há vários meses

05.11.2019

Clínicos acusam o conselho de administração de ignorar o problema 
Há vários meses que a colheita de sangue para análises clínicas no Serviço de Gastroenterologia dos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, em Lisboa, está a ser feita por médicos devido à falta de técnicos.
Enquanto isso, há «macas nos corredores e doentes para dar alta», alerta o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS).

Na notícia, avançada esta segunda-feira pela TSF, os médicos alegam que «o excesso de trabalho está a pôr em causa a prestação de cuidados de saúde» e, por isso, «decidiram deixar de fazer colheitas para obrigar o conselho de administração do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) a contratar».
Os médicos garantem que perdem milhares de horas num trabalho que devia ser feito por técnicos especializados e acusam o conselho de administração do CHULN de ignorar o problema.

À TSF, Nídia Zózimo, do Conselho Fiscalizador do SMZS, fala numa situação insustentável. «Não há técnicos e quem colhe o sangue são os médicos durante uma ou duas horas todas as manhãs, em vez de estarem a ver doentes ou fazer consultas».

«Não há técnicos e quem colhe o sangue são os médicos durante uma ou duas horas todas as manhãs, em vez de estarem a ver doentes ou fazer consultas», conta Nídia Zózimo do SMZS

A representante sindical considera que esta é uma situação «impossível de gerir» quando há «macas nos corredores e doentes para dar alta», sublinhando que colher sangue «não é função médica» e que os cuidados saem prejudicados.

A partir de agora, os médicos só vão realizar colheitas de sangue para analises clínicas em situações de urgência, o que deve provocar atrasos nas altas e em tratamentos não-urgentes. «Os sangues têm de ser colhidos de manhã cedo para que ao final da manhã ou à hora de almoço tenhamos os resultados» para adaptar tratamentos ou dar alta aos doentes, explica Nídia Zózimo.

Sendo que estas atividades levam uma a duas horas, a sindicalista admite que «não é possível» dizer que não vão existir atrasos.

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05 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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