ARS Algarve vai criar quatro consultas do pé diabético a partir de 2020

por Teresa Mendes | 08.11.2019

Três unidades funcionais da diabetes
A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve vai criar quatro consultas do pé diabético nível 1 nos Agrupamentos de Centros de Saúde da região a partir de 2020. O anúncio foi feito pelo presidente do conselho diretivo, Paulo Morgado, na cerimónia de tomada de posse das três Unidades Coordenadoras Funcionais da Diabetes da região para o triénio 2019-2022.

«A diabetes é uma verdadeira epidemia silenciosa que afeta um número cada vez maior de pessoas e que se reflete em inúmeras complicações, nomeadamente, nas altas taxas de amputações. Esta problemática convoca-nos a todos para uma intervenção cada vez maior nesta área para prevenir melhor, para tratar melhor e com isso evitar a progressão da diabetes na nossa população», defendeu Paulo Morgado na cerimónia, que decorreu no dia 4 de novembro, na sede da ARS Algarve, na presença da diretora do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes, Sónia Vale, e do coordenador regional do Programa de Prevenção e Controlo da Diabetes no Algarve, Carlos Godinho.

Reconhecendo que «o segredo para o sucesso destas consultas vai passar pela acessibilidade», o presidente da ARS do Algarve sublinhou ainda que a criação destas consultas nos cuidados de saúde primários assume um papel fundamental «para reduzir o número de amputações nos doentes com a diabetes na região e permitir um acompanhamento mais próximo destas pessoas», destaca um comunicado publicado no site da ARS do Algarve.

Esta é uma opinião partilhada por Carlos Godinho, para quem «a criação destas consultas vão permitir uma melhor a abordagem dos cuidados ao doente com pé diabético».

A ARS do Algarve vai criar quatro consultas do pé diabético nível 1 nos Agrupamentos de Centros de Saúde da região a partir de 2020

Já Sónia Vale evidenciou o importante papel que as Unidades Coordenadoras Funcionais da Diabetes, que agora tomam posse, podem assumir para ajudar na criação destas consultas e, sobretudo, na implementação de medidas de prevenção e ao controlo da diabetes a nível local.

«As Unidades Coordenadoras Funcionais da Diabetes são estruturas extremamente importantes e decisivas na persecução do Programa de Prevenção e Controlo da Diabetes, e por isso, estamos a apostar na sua reativação em todo o país», destacou. 

Na opinião da diretora do Programa Nacional de Prevenção e Controlo da Diabetes, «estas Unidades, ao incluírem médicos e enfermeiros dos cuidados de saúde primários, dos cuidados hospitalares e da saúde pública, permitem ultrapassar o espaço físico em que trabalham, quebram uma série de barreiras, agilizam a comunicação entre os diversos níveis de cuidados e a possibilidade de poderem incluir também parcerias com outras entidades da comunidade, tornam-se essenciais para implementar medidas a nível local para prevenir a doença e evitar as complicações causadas pela diabetes que diminuem a qualidade de vida dos nossos doentes».

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08 de Novembro de 2019
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Publicada originalmente em www.univadis.pt

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