Doentes devem ser informados «das recusas do Infarmed», defendem oncologistas

por Teresa Mendes | 08.11.2019

Especialistas querem ter «uma voz mais forte» no Infarmed
Os médicos oncologistas defendem de forma «unânime» que o Colégio da Especialidade de Oncologia Médica da Ordem dos Médicos (OM) tenha «uma voz mais forte no Infarmed e que exista mais transparência em todo o processo» de acesso a medicamentos inovadores.

Segundo aqueles profissionais, esta é uma medida fundamental para «evitar que o Ministério da Saúde continue a esconder em supostas decisões técnicas aquilo que são, na realidade, decisões tomadas por motivos financeiros». 

Esta tomada de posição acontece na sequência de duas reuniões, que decorreram em outubro, e que juntaram médicos oncologistas de todo o país nas instalações na OM, em Lisboa e no Porto, informa a OM num comunicado.

Outra medida defendida por «muitos dos oncologistas presentes» é «os médicos passarem a partilhar com os doentes as recusas do Infarmed e de documentarem todos os casos, para que não subsistam dúvidas de que a decisão tomada contrariou o que foi proposto pelo grupo que acompanha o doente», lê-se na nota à Imprensa.

O bastonário da OM, presente em ambos os encontros, alertou que os obstáculos colocados pelas barreiras referidas e as decisões negativas ou empatadas adotadas para a aprovação de medicamentos com ação antitumoral têm colocado vários doentes em risco de vida e «obrigado» vários médicos oncologistas a delinearem planos de cuidados diversos dos esperados pelas leges artis, como plano de atuação contingente.

Uma medida defendida pelos especialistas é «os médicos passarem a partilhar com os doentes as recusas do Infarmed e de documentarem todos os casos, para que não subsistam dúvidas de que a decisão tomada contrariou o que foi proposto pelo grupo que acompanha o doente»

De facto, foram as crescentes dificuldades de acesso a tratamentos inovadores para doentes oncológicos, bem como uma carta assinada pelo presidente do Colégio da Especialidade de Oncologia Médica e dirigida ao bastonário da OM, que estiveram na origem destes dois encontros.

Luís Costa, na missiva, dava conta de um excessivo número de barreiras e de pareceres negativos por parte do Infarmed, que contrariavam as decisões das equipas médicas, impossibilitando os doentes de terem acesso à melhor evidência científica disponível.

19tm45q
08 de Novembro de 2019
1945Pub6f19tm45q

Publicada originalmente em www.univadis.pt

E AINDA

por Teresa Mendes | 14.11.2019

«A maior urgência do país não pode fechar», diz bastonário

Após uma visita esta quarta-feira ao hospital de Santa Maria, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM)...

por Teresa Mendes | 14.11.2019

 Portugal tem mais de 600 novos casos de diabetes por cada 100 mil habitant...

 Nos últimos três anos (2016 a 2018) continuou a verificar-se «um número muito elevado de novos caso...

por Teresa Mendes | 14.11.2019

 DGS cria Task-Force para as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST)

A Direção-Geral da Saúde (DGS) constituiu uma Task-Force para as Infeções Sexualmente Transmissíveis...

por Teresa Mendes | 13.11.2019

Centro Hospitalar de Leiria dispõe de um novo Serviço de Reumatologia

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) dispõe de um novo Serviço de Reumatologia, que visa a prestação...

por Teresa Mendes | 13.11.2019

 «Quando a cabeça não tem juízo» é mote de campanha nacional contra a diabe...

«Quando a cabeça não tem juízo» é o tema da campanha digital que vai ser lançada esta quinta-feira e...

por Teresa Mendes | 13.11.2019

 José Fragata diz que SNS está «à beira do abismo»

 O secretário de Estado da Saúde, António Sales, garantiu esta terça-feira, que a Saúde é «uma prior...

A reprodução total ou parcial deste site é proibida,
excepto se autorizada expressa e previamente pela Impremédica, Imprensa Médica, Lda.,
nos termos da legislação em vigor.